E O PRÊMIO NÃO VAI PARA...
Vous voulez?
A primeira indicação - mais ou menos - brasileira ao Oscar aconteceu em 1959, com o filme Orfeu Negro. A produção, que foi feita através de uma parceria entre França, Itália e Brasil, concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e venceu, aclamada pela crítica. Pelo fato de o diretor ser o francês Marcel Camus, esse prêmio é contabilizado pela Academia como sendo da França; assim, o Oscar disse ''adiéu'' para os brasileiros.
Carregando a cruz
Em 1963, o filme ''O Pagador de Promessas'', dirigido por Anselmo Duarte e estrelado por Glória Menezes e Othon Bastos, foi o concorrente brasileiro na categoria, mas não levou. A estatueta foi perdida para o filme francês ''Sempre aos Domingos''.
Yes, we can't
Longos 22 anos se passaram até que as produções brasileiras voltassem a pisar no tapete vermelho da Academia. ''O Beijo da Mulher Aranha'', uma produção brasileira e americana de 1985, foi indicada nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado; o longa ganhou o Oscar de Melhor Ator, pela interpretação do protagonista americano William Hurt, e a estatueta carequinha ficou por ali mesmo, nos EUA.
No rumo certo
Como um dos exemplares da chamada ''Retomada'' do cinema nacional, o filme ''O Quatrilho'', de Fábio Barreto, concorreu fortemente na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em 1996, sendo apontado como um dos favoritos. Mesmo fazendo bonito, perdemos para o holandês ''A Excêntrica Família de Antonia''.
O importante é competir
Em 1998, o filme ''O Que É Isso Companheiro?'', adaptado da obra de Fernando Gabeira, representou o Brasil e conseguiu a indicação para Melhor Filme Estrangeiro. Chegando sem muita força entre os concorrentes da categoria, perdeu o Oscar para o holandês ''Caráter''.
Voltando de ônibus
Indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz, o longa ''Central do Brasil'' levantou a torcida brasileira para o Oscar em 1999, com a esperança da imprensa e do público. Perdemos mais uma vez, nas duas categorias; para o filme italiano ''A Vida é Bela'' e para a atriz Gwyneth Paltrow.
Cidade de ninguém
Talvez a maior chance que o cinema brasileiro já teve foi perdida pelo filme ''Cidade de Deus''. Fora das competições de Melhor Filme Estrangeiro em 2003, o estúdio Miramax embarcou em uma campanha para o longa competir nas categorias principais no ano seguinte, e deu certo; em 2004, o filme de Fernando Meirelles competiu aos Oscars de Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado. Mesmo sendo muito elogiado pela crítica e pelo público americano, o bando comandado por Zé Pequeno não foi páreo para competir com os indicados do Tio Sam. (R.C.)





