A pedreira do Boicy em Foz do Iguaçu chama a atenção de ambientalistas e esportistas há algum tempo. O local se transformou em ponto de encontro dos praticantes do rapel, um esporte que exige habilidade e espírito de aventura. Amarrado por cordas, os atletas descem morros, montanhas e pedreiras sempre ao sabor do vento.
Os rapeleiros dizem que o esporte traz fascínio e exerce medo que, segundo eles, deve ser desafiado sempre. ‘‘A cada barreira rompida, vem uma recompensa através da beleza natural’’, dizem.
Segundo os atletas, não há técnicas e estilos próprios. Porém, há cuidados que precisam ser seguidos e o uso de equipamentos, como protetor de corda, mosquetão, freios, luvas e capacetes, devem ser usados à risca.
Mesmo com poucos praticantes, o rapel estará nos Jogos Mundiais da Natureza, que acontecem na Costa Oeste do Rio Paraná entre setembro e outubro. O esportista Adriano Newmann desenvolveu uma técnica própria e a batizou de free-style, ou estilo livre.
Newmann fez escola e dezenas de pessoas se aventuram nesse esporte. ‘‘Para mim, o rapel sintetiza uma postura de vida, a maneira de ser’’, afirma Newmann. Segundo os rapeleiros, o esporte é uma aventura misturada com gosto da liberdade, onde o atleta é levado ao sabor do vento. ‘‘Tudo isso faz parte de uma recompensa, além de uma imensa sensação de liberdade no contato íntimo com a natureza’’, afirma o rapeleiro.
O esporte O rapel nasceu junto com o alpinismo, segundo os esportistas. Em 1936, os irmãos italianos Francesco e Geraldo Petrarca escalaram o Mont Vetaux, de 1.912 metros. Do relatório da escalada, constam dados da beleza natural e do que conseguiram enxergar durante a aventura. Outros mais ousados fizeram novas escaladas, mas não deixaram nada registrado. Com isso, os Patrarca acabaram sendo reconhecidos como criadores do alpinismo do rapel.(A.F.)

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