E não é que a Virada virou em Londrina?
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terça-feira, 09 de setembro de 2008
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Luciana e Nicolle viram cartazes na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Flávia leu em um scrap no Orkut que o projeto ''Quizomba - O Samba e Outros Batuques'' movimentaria o Parque Ney Braga. Jamil, Mayara, Brenda, Janaina e Tabata estavam no Londrina Matsuri e decidiram emendar a noite. Depois de passar por dois bares, Vítor chegou no meio da madrugada com os amigos sem saber direito o que estava ''rolando''. No último final de semana mais de duas mil pessoas passaram, segundo os organizadores do evento, pelo Pavilhão Internacional do Parque Ney Braga para participar da ''Virada Cultural'' em comemoração aos 15 anos da Funcart (Fundação Cultura Artística de Londrina).
Foram quase 25 horas de shows e apresentações de dança e teatro. A ''Virada'' começou às 18h30 de sábado, com o Ballet de Londrina, e só foi terminar às 19h15 de domingo com o show de Simone Mazzer - ''O Amor Aqui de Casa''. Vinte e sete atrações (a maioria produções da Funcart e bandas locais) para atrair um público de diferentes faixas etárias. ''Nosso objetivo era fazer uma festa popular e que despertasse na comunidade a vontade de participar. O resultado foi além do esperado. Recebemos um bom público e não registramos nenhum incidente. A Virada deverá integrar o calendário de eventos do Município'', comemora a presidente da Funcart, Vanerli Beloti.
Nem mesmo o frio intenso espantou o público. Valeu levar até cobertor para curtir a noite ao som de reggae, rock, rap, samba, música instrumental. O pavilhão ganhou paredes decoradas com cartazes de espetáculos do Ballet de Londrina e Escola Municipal de Teatro e figurinos suspensos. Partes de cenários simbolizaram a história de uma entidade que hoje é referência na formação e produção cultural de qualidade. ''A colcha de retalhos no teto do pavilhão tem a mesma idade da Funcart - 15 anos - e foi utilizada no espetáculo ''Nó'', conta o diretor do Ballet de Londrina, Leonardo Ramos.
As amigas Luciana Braga, 21 anos, e Nicolle Maia, 22, ambas estudantes de Arquitetura, chegaram um pouco antes da meia-noite para assistir ao show da banda de reggae Mamaquila e pretendiam ficar até domingo para o Forró de Viola, uma das últimas atrações da ''Virada''. Roupas e uma mochila recheada de guloseimas eram os combustíveis para a noitada.
Depois de Mamaquila, revezaram-se no palco D4, Cinemática, Trilobit, Trio Nicolau 2, Retro Rock, Mescálius e Nauboah. Por problemas técnicos, as bandas apresentaram-se apenas em um palco ao invés dos dois que estavam previstos. Para não desanimar os ''maratonistas'' um DJ tocava um eclético set list no intervalo entre uma banda e outra.
Às cinco horas, pavilhão com um público bem menor, um grupo descansava enrolado a um cobertor. ''Trouxemos comida e dois litros de café com leite para virar a noite. Queremos ver o sol nascer'', contou o estudante de Biologia Jamil Soni, 20 anos. Ele confessou que esperava algo mais ''cultural'' mas gostou dos shows. A última banda só subiu ao palco por volta das 7h30 e ainda havia a programação infantil e os espetáculos teatrais e musicais...


