qTieta - Era de se esperar, principalmente dos renascentistas cariocas, uma interminável fieira de elogios. Prata da casa, o jurássico mas ainda rentável Cacá Diegues tem sempre a claque garantida no momento mesmo em que anuncia seus projetos. Este ‘‘Tieta’’ ficou pronto num momento complicado e delicado do cinema brasileiro, pois além da tietagem de plantão, a tendência do chamado meio artístico (leia-se bastidores de tevê) e da imprensa em geral era de antemão queimar incenso e entoar aleluias, viesse o que viesse daquele parto. Mais ou menos na base do ‘‘ainda não vi e já gostei’’. Pois bem, agora encaixotado, reduzido e oferecido à implacável lente de diminuição da sala de estar (ou de tevê, à escolha) ,‘‘Tieta’’ se revela por inteiro aquilo que é: malemolente mistura de ‘‘Chico Total’’ e novelão global das oito, com direito a muito sotaque arretado. Por isso chega quase a funcionar em vídeo. Cacá é um grande e generoso criador, muito diferente deste filme artificialmente tropical.

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