E mais
Bem que o filme tenta, se empenha, mas acaba demonstrando que há pouco fogo sob as cinzas. De muitas outras produções sobre o tema, é claro. Os ventos do liberalismo hollywoodiano, pós trevas maccartistas, trouxeram exemplares bem superiores, circa 1960, e até mais recentes, como Mississipi em Chamas, de Alan Parker. A história do negro que mata dois brancos que violentaram e espancaram sua filha menor e que vai a julgamento perante um júri branco e preconceituoso não é novidade no cinema. O mesmo vale para o jovem, idealista, vaidoso e ambicioso advogado que cuida do caso. Da pena de John Grisham e da direção de Joel Schumacher não era mesmo autorizado esperar nada muito além de uma intriga convencional, com um suspense idem. Bom momento para Samuel L. Jackson confirmar uma expressividade rara no atual cinema americano. Quanto ao supostamente promissor Matthew McConaughey, o rapaz ainda está bem verde.
Guantanamera





