E mais
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Striptease - Comédia topless, isto é, o riso é apenas um sorriso, não há a gargalhada frontal. Por 12,5 milhões de dólares, a senhora Willis deu meio ar da graça neste filme flácido, desajeitado, com anedotas e situações mornas. Os formidáveis atributos, ao que consta aperfeiçoados cirurgicamente, entram e saem de cena com tal rapidez que levaram alguém a rebatizar o filme, que passaria a se chamar apenas Tease... O diretor Andrew Bergman já esteve melhorzinho dirigindo Marlon Brando em Um Novato na Máfia. Aqui não consegue fazer a sátira política que o roteiro sinalizava. Apesar da longa e divulgada pesquisa que Demi Moore diz ter feito em clubes de strip, ela não parece muito confortável na situação de quase superexposta. O resultado é que a atriz não é nem engraçada e nem sexy. Quem surpreende como um congressista às voltas com a luxúria é Burt Reynolds.
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Brincando de Seduzir - Mais um indeciso entre ser engraçado ou poético ou nostálgico. Inegável é que reencontro de tchurmas e agregados já deu pra ti, anos 80. O diretor Ted Demme reuniu um elenco de vários bons de bar e de copo, mas nem tão bons assim no tête-à-tête com o sexo oposto, com a vida e com eles mesmos, com presente, passado e futuro. Existencialismo com ranço adolescente regado a muita cerveja. Para ser um pouquinho mais cruel: Beautiful Girls lembra um daqueles filmezinhos da turma da praia, anos 60. Só que bem mais chato, sem praia, sem Frankie Avalon & Anette Funicello e o som dos Beach Boys. O trio Natalie Portman, Uma Thurman e Mira Sorvino vale a retirada da fita.
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Os Anjos da Guarda - Os franceses adoraram esta farsa angélico-diabólica e a transformaram no filme no mais rentável de 95. A equipe é praticamente a mesma da comédia Os Visitantes do Tempo, outro mega-sucesso de bilheteria na França e disponível em vídeo. O onipresente Gérard Depardieu, que já fez de tudo em cinema, aqui se divide entre um trambiqueiro dono de clube de striptease e seu próprio anjo da guarda. Poderia ser mais divertido se o diretor Jean-Marie Poiré, especialista em tratar temas insólitos administrasse melhor o binômio humor-ternura, sem cair no simplismo. De qualquer maneira, é sempre um título europeu a mais disponível num mercado amplamente dominado pelo produto americano.(C.E.L.J.)





