É importante diferenciar as linguagens
A explosão das redes sociais no mundo digital colocou em pauta um assunto inesperado: a necessidade de se usar um reducionismo gramatical. Um grande exemplo disso é o microblog ''Twitter'', que permite a publicação de apenas 140 caracteres por mensagem, e muitas vezes obriga o seu usuário a ''espremer'' o português ou reinventar termos para conseguir se comunicar.
Nesta nova configuração, abreviações como vc (você) e frases recheadas de estrangeirismos viraram senso comum no vocabulário virtual. ''Todo mundo escreve diferente na internet, mas eu acho estranha a inclusão de algumas dessas palavras no dicionário'', comenta a publicitária Luciana Sugeta, que diz não perceber tanta necessidade em se definir essa nova forma de linguagem. ''Eu acredito que existam muitas palavras nesse meio que são gírias ou modismos, e que não precisam de uma definição concreta.''
O fato é que fica muito difícil estabelecer uma comunicação online sem fazer uso de algumas palavras estrangeiras e abreviações características do ''internetês''. Mas, independentemente de certos termos estarem ou não no Aurélio, é importante saber a hora certa de usá-los. ''Eu consigo separar as duas linguagens, principalmente quando se trata de assuntos de trabalho'', garante Luciana, que diariamente posta suas mensagens em redes sociais e utiliza as ferramentas online também no seu trabalho. ''Já recebi muitos e-mails profissionais com a linguagem do internetês, e não acho bacana. Fica muito informal'', compara. (Rafael Ceribelli/Reportagem Local)





