Nada de nomes consagrados que necessitem de segurança especial, como foi o caso do britânico de origem indiana Salman Rushdie e do americano Scott Turow, que vieram à Bienal do Rio do ano passado -a feira paulista privilegia escritores que estão por serem descobertos pelo leitor brasileiro, apesar de plenamente conhecidos em seu país.
É o caso do italiano Gavino Ledda, autor de ''Pai Patrão'', que a Berlendis & Vertecchia lança em nova tradução - com sua experiência de camponês, oprimido pelos costumes paternos, ele se transformou em grande representante de uma linguagem especial, a da Sardenha, marcada por uma visão especial da natureza. Ele conversa com o público no feriado de 21 de abril, às 19 horas.
Considerado um dos melhores escritores franceses da atualidade, Michel Quint volta à própria infância para compor a trama de ''Jardins Assustadores'' (Record), aclamado pelo ''Le Monde'' como ''uma jóia que aquece o espírito''. A história, curta, emocionou os leitores da França e transformou o livro em um grande sucesso editorial. Quint participa, com o brasileiro Antônio Torres, do debate Literatura e Romance, às 19 horas do dia 24.
Para os adolescentes, a dica é a conversa com o jovem escritor americano Nick McDonell, na segunda-feira, às 20h30. Autor de ''Doze'' (Geração Editorial), seu romance de estréia, ele narra a história de jovens ricos que têm acesso a tudo: dinheiro, festas, roupas de grife, viagens, escolas de alto padrão, mansões mas são privados do que mais necessitam: amor. Assim, afundam-se nas drogas. Apesar de exageradamente comparado a J.D. Salinger (''O Apanhador no Campo de Centeio''), McDonell exibe um estilo nervoso na escrita, com descrições precisas. Ele confessa, aliás, que escreveu o romance em poucas horas, quase num rompante.
A América Latina também será representada pelo escritor e poeta indígena Humberto Ak'abal, da Guatemala, que é co-autor de ''Os Meninos Morenos'' (Editora Melhoramentos), de Ziraldo.

mockup