Durante mais de trinta anos da vida curitibana, a assinatura das irmãs Elvira e Marina Laffite - primeiro em chapéus, depois em trajes completos - era sinônimo instantâneo de criatividade sofisticada e apurada sensibilidade.
Suas clientes vinham de longe - Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre, Assunção, Montevidéu - para se deixar envolver por modelos únicos.
Tudo começou quando Elvira tinha 13 anos. Viu a mãe se aprontar para sair com um chapéu em cetim azul e teve o clique: nada de aprender a bordar ou costurar como era de praxe na época. Elvira, hoje com 83 anos, queria mesmo era descobrir como fazer chapéus.
Aprendeu as manhas do métier com a famosa chapeleira Olga Barnack e logo o negócio prosperou. À noite, depois de comprar o material necessário na Casa Hilu da Praça Tiradentes, reproduzia em casa os modelos mais complicados, sempre adicionando um toque extra.
Seus chapéus foram se transformando em ícones de elegância, o que a levou a colocar a irmã caçula, Marina, dez anos mais moça, na retaguarda. O sucesso das irmãs Laffite era tamanho que, a partir de 64, passaram a confeccionar com exclusividade os trajes típicos das representantes paranaenses no concurso de Miss Brasil, sempre enaltecendo as riquezas do Paraná. Toda esta criatividade poderá ser apreciada no evento paralelo ‘‘De Tirar o Chapéu’’, que acontecerá no Shopping Mueller. (E.M.C.)

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