São Paulo - Programa que vai ao ar nas madrugadas de sexta-feira da Globo, o ''Som Brasil'' tem mais três episódios editados em DVD. Desta vez, os medalhões homenageados são Marcos Valle, Paulinho da Viola e Chico Buarque.
A ideia é ótima. Colocar artistas da nova geração brasileira para reler, cada um à sua maneira, a obra já consolidada desses nomes clássicos.
Seria a oportunidade de os estreantes darem as caras para o grande público da TV aberta, lugar ainda inacessível a eles. Bom para os novos.
E, na outra via, de os veteranos terem seu repertório renovado. Bom para os velhos. Mas quase nunca chega a acontecer no programa.
Já prejudicado pelo horário infeliz em que está confinado (nunca começa antes da 1h), o ''Som Brasil'' peca pelo excesso de reverência aos homenageados.
São poucos os artistas novos que conseguem escapar da cilada da mera releitura. O ouvinte fica, na maior parte das vezes, com saudade das versões originais.
Nos três volumes relançados agora, há momentos com alguma invenção, como nas aparições de Domenico Lancelotti, Kassin e Tulipa Ruiz (os três no tributo a Valle).
Mas é difícil engolir as versões sem ousadia de, por exemplo, Monique Kessous (Valle) e Maria Eugênia (Chico). Enquanto não se arriscarem, vão continuar cantoras de personalidade indefinida. E com gosto de nada.
Serviço
Som Brasil
Lançamento - Globo Marcas
Quanto - R$ 21 cada um

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