Cuidado com o que você lê sobre o festejado Quentin Tarantino. Ícone pop dos anos 90, o diretor recebe tratamento VIP da imprensa e é celebrado com ares de gênio do cinema. Cinéfilo, só acredite vendo.
A continuação do primeiro ''Kill Bill'' foi criticada, pois o filme foi concebido como um longa só. A solução de separá-lo, no entanto, foi acertada e nos livra da possibilidade de achar a história cansativa demais.
Se no primeiro volume a pancadaria corria solta, no segundo é o romance o que dita a ação.
O fim do romance, que fique bem claro. Finalmente entendemos que toda a matança que quase vitimou Beatrix Kiddo (Uma Thurman), na verdade, foi fruto do ciúme de Bill (David Carradine). A vingança nada mais é que uma mulher ferida tomando satisfações com o ex.
São os diálogos entre Bill e Beatrix o que mais aproxima o filme da obra-prima do diretor até agora, ''Pulp Fiction'' (1994), e do ótimo ''Cães de Aluguel'' (1992).
Ao contrário dos outros projetos de Tarantino, o ritmo de seriado aponta para uma possível sequência. Uma possibilidade talvez estudada por um cineasta que sabe que ficou pop.

mockup