Duro na queda
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segunda-feira, 24 de março de 2014
Luana Borges<br>TV Press 
O vento mudou na hora certa para Renato Livera. Próximo do fim de seu contrato com a Record, onde até então havia atuado somente em "Máscaras", de 2012, ele lamentou ser escalado apenas para uma participação no primeiro capítulo de "Pecado Mortal". Mas, depois de uma leitura com o elenco, chamou a atenção de Carlos Lombardi. Com a desistência de Rodrigo Faro por incompatibilidade de agenda, o autor sugeriu que Renato interpretasse o inescrupuloso policial Monet, que seria vivido pelo apresentador da Record. O personagem, inclusive, estava previsto para morrer entre o capítulo 30 e 40. Mas agora deve ficar até o final da trama. "Até brinco que é um papel de sete vidas. Estou gastando-as aos poucos", reforça, bem-humorado.
Apesar de seu personagem ter sido definido depois, Renato conseguiu aproveitar a preparação oferecida pela Record. Frequentou aulas de tiro ao lado de parte do elenco e observou como o manuseio de uma arma era diferente na década de 1970 em relação aos dias de hoje. "Atualmente, o policial protege o próprio corpo. Antes, era tudo muito aberto. Então, a gente atira com peito aberto, não coloca as duas mãos na arma, não mira...", diferencia. Além disso, o ator assistiu a filmes de temática semelhante à da novela protagonizados por Al Pacino, Robert De Niro e Michael Douglas. Tudo para se ambientar com essa atmosfera de corrupção e ação e se inspirar nas atuações de quem admira. "Filmes são a melhor pesquisa para mim", decreta.
Nome: Renato de Oliveira Borges.
Nascimento: Em 16 de outubro de 1980, em Goiânia, Goiás.
Atuação inesquecível: Em "Pecado Mortal".
Interpretação memorável: "Javier Bardem no filme Segunda-Feira ao Sol.
Um momento marcante na carreira: "Quando eu vim para o Rio de Janeiro em 1999 e fiquei em cartaz no Teatro João Caetano".
O primeiro trabalho na tevê: "O mais consistente mesmo foi em Máscaras".
A que assiste na tevê: "Gosto de ver séries, como Breaking Bad e House of Cards".
A que nunca assistiria: Programas de auditório.
O que falta na televisão: "Programas de qualidade na tevê aberta".
O que sobra na televisão: "Ator".
Com quem gostaria de contracenar: Ricardo Blat.
Se não fosse ator, o que seria: Psicólogo.
Humorista: Fábio Porchat.
Vilão marcante: Carminha, interpretada por Adriana Esteves em "Avenida Brasil", e Flora, vivida por Patrícia Pillar em "A Favorita".
Papel que mais teve retorno do público: "Michel, um escritor, na peça Savana Glacial, e o Monet de Pecado Mortal".
Melhor programa de humor: "Porta dos Fundos".
Novela preferida: "Que Rei Sou Eu?", de 1989.
Que papel gostaria de representar: Hamlet.
Par romântico inesquecível: Babalu e Raí, de Letícia Spiller e Marcello Novaes em "Quatro por Quatro".
Com quem gostaria de fazer par romântico: "Andréia Horta. Ela tem um ritmo na interpretação que eu adoro".
Filme: "A Garota na Ponte".
Autor predileto: José Saramago.
Livro de cabeceira: "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez.
Ator: Javier Bardem e Wagner Moura.
Atriz: Meryl Streep.
Mania: "De batucar".
Vexame: "Uma vez, estava em cena e meu figurino caiu. Fiquei totalmente nu".
Um medo: "Da solidão".
Projeto: "Conseguir o máximo possível levar meu trabalho em diferentes linguagens: cinema, teatro e tevê".


