Terminar uma novela quase sempre é um período triste para o ator. Mas Eri Johnson está conseguindo ver pelo lado bom a proximidade do último capítulo de ''Fina Estampa'', previsto para ir ao ar dia 23 de março.
Isso porque depois de quatro meses de temporada no Rio com a peça ''Eri Pinta, Johnson Borda'', o ator já define sua agenda de viagens pelo país com o espetáculo, a partir do próximo mês. Tanto que, pelo menos por enquanto, não confirma e nem desmente uma possível escalação para ''Salve Jorge'', título provisório da próxima novela de Glória Perez. ''O que é certo é que vou rodar o Brasil. Há vários lugares que ainda não fui e onde quero me apresentar. Assim, posso trabalhar e aproveitar para descansar. Até julho, já tenho apresentações agendadas'', explica.
Em cartaz no Rio até o final de fevereiro, Eri tem conciliado as apresentações com as gravações da novela e consegue chegar, normalmente, de 60 a 90 minutos antes do início do espetáculo. Aproveita para conversar com a equipe, cantar três músicas no camarim - aquecimento vocal para atuar por cerca de 80 minutos -, e trocar de roupa com calma. E ainda dá tempo para acender quatro incensos na plateia.
''Eu me preocupo muito com o público. Gosto que eles entrem e sintam um cheiro bom'', argumenta o ator, enquanto percorre todos os lugares vazios do teatro segurando os incensos, deixando-os queimarem em seguida em locais estratégicos para garantir o perfume.
Acostumado a interpretar tipos cômicos na tevê, Eri já comemora três anos de muito humor em cima do palco se apresentando, sozinho, em ''Eri Pinta, Johnson Borda''. Na peça, o ator conta piadas, emociona quando se lembra dos pais já falecidos e recorda, inclusive, sua estreia na Globo, na pele do coreógrafo afetado Lulu de ''Barriga de Aluguel''. ''Monólogo é difícil, mas dá um prazer enorme quando você vê que consegue'', valoriza Eri, que recebe amigos e convidados do meio artístico todas as noites, como o diretor Boninho.
E essa foi uma das razões para Eri conseguir espaço para apresentar o espetáculo dentro da casa do ''Big Brother Brasil 12''. Ele assume que aproveitou o fato do diretor Boninho ter gostado do que viu no palco para, sem qualquer cerimônia, pedir espaço dentro do ''reality show''. ''Pedi de presente de aniversário e ele respondeu 'fechado'. Depois, me chamaram e eu fui'', conta ele, que fez 51 anos no final de dezembro.
A repercussão em relação a sua aparição no programa foi surpreendente nas ruas, mas principalmente na internet. ''As redes sociais bombaram com citações da peça e do meu nome. E isso funciona como uma espécie de boca a boca para atrair mais público'', comemora.
Para 2013, Eri já pensa em uma nova peça. Na verdade, por enquanto, desconversa em relação ao texto. Mas sabe que não vai querer ficar mais sozinho no palco. ''Estou com saudade de contracenar no teatro. Tenho algumas colegas que já sinalizaram a vontade de trabalharem comigo, mas ainda não sei qual vai ser o espetáculo'', diz. Sobre ''Fina Estampa'', o ator se mostra surpreso com os rumos que o contador Gigante tomou, se aproximando tanto da heroína Griselda, personagem de Lília Cabral. ''Acho que nem o Wolf Maya (diretor) sabia que isso ia acontecer. Eu fiquei bem feliz, ainda bem que foi assim. Pude mostrar outro lado do personagem que eu não esperava'', justifica.

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