Admirador do trabalho de OSGEMEOS, o grafiteiro Gabriel Bitencourt, de 21 anos, diz que a expectativa por ver de perto o trabalho da dupla era grande e foi recompensada à altura. ''São pessoas com uma expressividade muito grande no meio do grafite. Era o que eu esperava, foi impressionante'', conta Gabriel.
Para o visitante, a mostra é uma oportunidade de observar de perto a técnica dos artistas. ''Você vê que tudo pode se resumir a detalhes. Não é fácil utilizar o spray como eles utilizam. Os traços dos detalhes do corpo, é muito difícil de fazer'', avalia Gabriel, para quem os gêmeos estão ajudando a tirar o grafite da marginalidade. ''A maioria das pessoas acha que o grafite é vandalismo. Mas eles têm qualidade, criatividade, técnica, experiência, e sabem juntar tudo. Isso é saber trabalhar, utilizar bem as técnicas que eles têm'', observa Gabriel.
A professora de artes da rede municipal de Curitiba, Adélia K. Branco, de 51 anos, também confirmou a admiração que já cultivava pelo trabalho de Gustavo e Otávio Pandolfo. ''Eles são referência para mim no grafite e eu os coloquei como referência para os alunos. Adoro o trabalho deles, acho maravilhoso'', afirma Adélia. ''Estou fazendo os alunos entenderem a diferença entre o que destrói, estraga e polui a cidade e a parte artística. A arte tem essa coisa que é bonita, diz alguma coisa'', compara a professora, que comprou o livro com reproduções dos trabalhos da dupla e tirou foto com os artistas para mostrar aos alunos.
Adélia acredita que o preconceito contra os grafiteiros tende a diminuir. ''Esta exposição é um sinal de que as pessoas estão começando a sentir realmente que isso é uma arte. Mas tem pessoas que ainda não admitem isso'', avalia a professora. ''Arte é arte. Se eles colocam o que eles sentem nisso, se é uma coisa que eles gostam de fazer...'', reflete Adélia. (D.R.)

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