No concerto desta noite do Trio Solar, será lançado o disco ‘‘Fantasia Carioca’’, do Duo Folia. Antes que se faça confusão de nomes, vale a explicação: o duo é formado por David Chew e Nicolas de Souza Barros. Eles aproveitam a oportunidade de estarem juntos no palco, com Martha Herr, para mostrarem ao público o rebento.
Tudo bem. O CD ‘‘Rio Essemble Festival’’, em que Martha canta ‘‘Bachianas nº5’’, com uma orquestra de violoncelos - produção do incansável Chew -, entre outros números que inclui Wagner Tiso, terá seu momento na segunda-feira, às 19h, no Colégio Estadual, quando haverá um concerto com 30 violoncelistas da Oficina de Música.
TimbresAssim como aconteceu com o Trio Solar, também o Duo Folia teve início em Curitiba. Chew e Souza Barros são frequentadores assíduos do festival - eles comparecem ao evento há mais de 10 anos. Foi assim que uniram os sons do violão e violoncelo e poliram o repertório na série ‘‘Classic by the Pool’’, no Copacabana Palace Hotel, entre 1993 a 1995, como artistas convidados.
Eles dizem que um dos elementos mais interessantes desta formação é a variedade enorme de timbres que os instrumentos oferecem. A começar pelo violoncelo e seus recursos variados de cor, dinâmica e articulação; e continua com as possibilidades apresentadas pelo violão, alt-guitar e viola caipira de Barros.
O disco traz ‘‘Café/1930’’, de Piazzolla; Prelúdio em Mi Maior BWV 1006a’’, de Bach; Meditation Surle Premiere - Prelude de Bach’’, de Gounod; ‘‘Recercada Segunda’’ e ‘‘Recercada Quinta’’, de Diego Ortiz; ‘‘Sonata em Dó Maior para Viola de Gamba e Cravo Obligato’’, de Handel; ‘‘O Cisne’’ e ‘‘Allegro Appaissionato’’, de Camille Saint-Saens; ‘‘Tenebroso’’ e ‘‘Odeon’’, de Ernesto Nazareth; ‘‘O Trenzinho do Caipira’’, de Villa-Lobos.
Os artistasApesar da brejeirice do nome, o Duo Folia reúne dois músicos de renome internacional. David Chew foi spalla da National Youth Orchestra da Grã-Bretanha, onde trabalhou por três anos com Pierre Boulez. Integrou ainda a Orquestra da BBC e o London Mozart Players.
Desde 1981 no Brasil atua ativamente como concertista e professor; toca no Quarteto de Cordas da UFF, no Trio Santa Úrsula e na Orquestra Sinfônica Brasileira. Fundou o Brasil Consort e o Rio Cello Ensemble. Convidado com frequência para tocar e lecionar no Brasil e no exterior.
Uma das maiores autoridades em instrumentos eruditos de cordas dedilhadas no País, Nicolas de Souza Barros fez bacharelado em violão com Turíbio Santos, na Uni-Rio, estudou na Royal Academy of Music, em Londres e concluiu Mestrado em Música na Escola de Música da UFRJ.
Fez estudos especializados com Oscar Cáceres e Alvaro Pierri em violão, e com Hopkinson Smith, Jacob Lindberg e Oscar Ohlssen em alaúde. Apresentou-se, além das maiores cidades brasileiras, nos Estados Unidos, Inglaterra, França e uruguai. Frequentemente convidado para lecionar no Brasil e exterior, Nicolas faz parte de vários conjuntos como o Quadro Cervantes, Trio Santa Úrsula e Duo Arlequin, com Helder Parente.

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