Dunas se estendem até onde a vista alcança
Barreirinhas - O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é daquele tipo de lugar em que a gente chega e mal acredita que é de verdade. As dunas se estendem até onde alcança a vista ou até onde o branco delas é quebrado pelo azul de suas lagoas. São 155 quilômetros de areia, que tomam 75 quilômetros do litoral do Maranhão e vão 30 quilômetros costa adentro. Uma imensidão que pode ser vista de vários ângulos dependendo do caminho que se toma até lá, das localidades que se escolhe para ficar e do grau de aventura que se quer dar à viagem.
A maneira mais fácil de se chegar a uma daquelas dunas é partir de São Luís rumo ao município de Barreirinhas, que é o principal portão de entrada do Parque Nacional. Distante 260 quilômetros da capital, a cidade tem os melhores hotéis da região e dispõe de serviços de guias, carros e barcos alugados.
Pelo Rio Preguiças, de Barreirinhas, são mais 30 quilômetros de barco lancha, de preferência até o povoado de Caburé. A viagem pelo rio, com suas margens de manguezais, já é incrível e merece um mergulho. Ali perto também está o povoado de Mandacaru e seu farol. Trezentos e sessenta degraus depois, é possível ter uma bela vista da região, com o Preguiças de um lado e parte dos Lençóis do outro. Já na foz do rio, encontra-se o povoado de Atins, que fica numa das extremidades do Parque Nacional, a uma hora e meia de caminhada pelas dunas.
Há duas possibilidades para quem quiser conhecer a região. A mais fácil é ''comer pelas beiradas'', saindo de Barreirinhas para visitar localidades como Vassouras, Caburé e Atins, por exemplo, que ficam à beira das dunas. A outra, para os mais corajosos, é atravessar todo o Parque, de Atins até Santo Amaro. É uma aventura que pode durar sete dias, caminhando à noite para fugir do sol e dormindo em casa de moradores, na maioria das vezes.
Dessa forma, é possível alcançar lugares singulares e cheios de histórias para contar, como Queimada dos Britos. O viajante que parte de Atins, depois de passar pela foz do Rio Negro, caminha durante seis horas até o oásis onde vivem os moradores do povoado 200 pessoas, todas parentes. (P.V./AE)





