Desenvolvendo uma pintura de vertente emocional, a artista plástica paranaense Dulce Osinski abre, hoje, às 18 horas, sua exposição individual no Museu Alfredo Andersen. A mostra reúne dez obras recentes da artista, em óleo sobre tela, de grandes dimensões. As pinturas permanecerão até o dia 5 de junho.
Diferente dos expressionistas, que criaram um forte realismo com conotação social, Dulce aposta no lirismo, desenvolvendo uma pintura de vertente emocional. É uma arte de sentimentos, não de sensações, subjetiva, passional e dramática.
Trabalhando com cores quentes, as telas exaltam o vermelho, o amarelo, o verde e principalmente o azul. Não há espaço neutro. As cores são por vezes saturadas, noutras, com zonas de transparências.
Nascidas em Irati, Dulce formou-se pela Escola de Música e Belas Artes de Cracóvia. É também mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Suas principais premiações foram conquistadas nos salões 8ª Mostra do Desenho Brasileiro, 2º Salão de Arte Religiosa da PUC do Paraná, 47º Salão Paranaense, 10ª Mostra da Gravura - Cidade de Curitiba e 1ª Mostra Nacional de Gravuras de São José dos Campos.
Dulce Osinski realizou diversas exposições individuais em museus e centros culturais em várias cidades do Brasil e do exterior. O universo de suas obras é povoado por bichos, tulipas e anjos, na maioria fêmeas engraçadas e brincalhonas.
A artista dividiu também coletivas na Bolívia, Alemanha, Polônia, Japão, Portugal, Uruguai, Suécia, França e Eslovênia. Como ilustradora, participou de publicações como os livros infantis ‘‘O Amigo do Amigo Invisível’’, de Mônica Mazzoni; ‘‘Bichionário’’, de Nilson Machado e ‘‘Mas Que Bicho Lagartixo’’, de Silvia Orthof, que recebeu indicação de melhor ilustração para o Prêmio Jabuti. Ilustrou também o livro ‘‘Vida e Movimento’’, de Milena Marozowicz.Divulgação‘‘Anotação de Guarita’’, obra de Dulce Osinski exposta a partir de hoje no Museu Alfredo AndersenElisa Marilia Carneiro

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