Duke Ellington: um nobre na canção
Zeca Corrêa Leite
Edward Kennedy Ellington nasceu em 1899 e morreu em 1974, mas ficou mundialmente conhecido pelo apelido de Duke. Uma espécie de título concedido ao plebeu pelo porte de nobreza que ele tinha. Duke Ellington, o compositor mais significativo e versátil do jazz, começou a chamar a atenção dos produtores e ouvintes em meados dos anos 20, pela beleza de suas composições.
Ele trocara Washington, onde nascera, por Nova York. Por três anos, a partir de dezembro de 1927, morou no Cotton Club do Harlem. Ali construiu sua fama nacionalmente, à medida que desenvolvia o exótico estilo jungle (silvícola).
Na década de 30 suas composições ficam cada vez mais sofisticadas, atingindo o auge numa sequência de peças e poemas tonais de três minutos: Ko-ko, Harlem air shaft, Main stem.
Duke fazia um sutil e refinado acompanhamento vocal, que juntamente com o senso inato que possuía para orquestração, destacou-o dos demais líderes de bandas da época. Diziam seus admiradores que a orquestra era o seu instrumento. Muitas das criações que se tornariam conhecidas em todo o mundo, nasceram a partir das melodias que seus músicos improvisavam.
A música é minha amante, dizia o artista. No final da carreira nem sempre conseguia dar coesão e acabamento à obra, como fizera no passado. Muitas vezes escrevia açodadamente, pressionado pelos organizadores de festivais. Desta época ficaram registros imnportantes como os álbuns gravados com Johnny Hodges, John Coltrane e Charles Mingus.





