Duelo nas estradas
Há quase vinte anos, o diretor Robert Harmon e o roteirista Eric Red incendiaram as telas com ''A Morte Pede Carona'', thriller em que o psicopata Rutger Hauer infernizava a vida de C. Thomas Howell. O filme entrou para a galeria cult com seu mix de economia verbal e excitação extremada, usando as desertas estradas do sudoeste americano como território alegórico das enfermidades morais da nação. O novo filme de Harmon, ''Velozes e Mortais'' , em exibição a partir de hoje (veja a programação na página 2), é uma espécie de sequela de ''A Morte Pede Carona'', só que trilhando território mais do ''mainstream'', cinemão mesmo de ação, sem nenhuma possibilidade de virar cult. Em comum, os dois têm dívida eterna para com ''Encurralado'', a pequena obra prima que Spielberg fez para a televisão em 1971. E, claro, há ecos dos ''Mad Max'' de George Miller.
Aqui, antes de sofrer nas mãos dos sádicos romanos no filme de Mel Gibson (outro se não quem, Mad Max em pessoa...), Jim ''Jesus'' Caviezel passa o diabo nas mãos do serial killer Fargo (Colm Feore), um paraplégico que usa um El Dorado 72 como arma para matar mulheres nas rodovias. O personagem de Caviezel, Rennie, também tem sua arma, um Plymouth Barracuda 68. Ele está atrás de quem matou a mulher, Molly. E adivinhe quem é o assassino?
O filme teve lançamento em circuito restrito nos Estados Unidos, e ao que tudo indica foi antecipado em função da estréia por lá de ''A Paixão de Cristo'', para aproveitar o nome de Caviezel na grande mídia.(C.E.L.J.)





