Duas praias e cenários deslumbrantes
Além dos vulcões e ahus, um passeio imperdível é ir às únicas duas praias da ilha. Anakena é a mais visitada. Tem areia branca e fina, mar cristalino quase sem ondas e a temperatura da água é agradável. Está protegida por vários moais, num bosque de coqueiros. Este é um bom ponto para passar o dia, aproveitando as instalações para um confortável piquenique, com direito a mesas, bancos e churrasqueira.
A outra praia chama-se Ovahe. Menor que Anakena, tem areia cor-de-rosa, ondas e certa correnteza. Perto dali fica Te Pito Kura, uma pedra redonda de tamanho considerável, obviamente trabalhada há centenas de anos. Seu magnetismo é acentuado ao ponto de alterar o movimento de uma bússola.
Incentivados pelos guias locais, turistas criaram o costume de sentar na sua borda, pôr as mãos na pedra, fechar os olhos e concentrar-se para fazer três pedidos.
Se você faz parte da turma boa de caminhada, experimente percorrer a Península do Poike. Os precipícios no final dela são impressionantes. Outro atrativo é a pesca, submarina, de orla ou de barco. O atum é a vedete nesta última modalidade. Mas, se caminhar nem pescar faz sua cabeça, quem sabe goste de cavalgar. Há roteiros para conhecer praticamente toda a ilha, pernoitando em barracas em meio a paisagens inesquecíveis.
Outro passeio imperdível é subir até o Monte Terevaka, o ponto mais alto da ilha, de onde se tem uma visão completa dela. Para ir de carro, é preciso um veículo com tração nas quatro rodas e guardar na memória o caminho. Não invente percursos, suba e desça pelo mesmo lugar. Conselho de quem já se perdeu por lá.
Na gastronomia, experimente o ceviche de atum. E o típico curanto no buraco, um cozido de peixes, carne vermelha, porco e frango, além de batata doce e outras verduras cozidas embaixo da terra com lenha e pedras quentes, cobertas por folhas de bananeira. Um banquete delicioso. Até pouco tempo atrás, outra atração culinária era a lagosta, mas a pesca predatória criou o risco de extinção.





