Duas formas de fazer arte
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de setembro de 2001
Elisa Marilia Carneiro 
A partir de hoje, o Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, abriga duas exposições bem diferentes uma da outra. A artista plástica Leila Pugnaloni mostra ''Jujus, Jogos de Luz e Alegrias de Viver'' e o pintor Juliano Debarros inaugura ''A Casa''.
Em comum, os artista têm a formação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Leila trabalha com madeira velha, que imagina terem pertencido a residências. ''Imaginei impedir que esse material virasse pó por já ter perdido sua utilidade original. Recortando-os e dando-lhes novos formatos, que podem ser figurativos ou indefinidos, tendo torná-los suporte de novas mensagens'', conta.
Beirando o artesanato, o trabalho de Leila evoluiu dos desenhos de 20 anos de experiência profissional e o título inspirou-se na expressão francesa ''faire joujous'' (juju), que significa ''brincadeira''. O nome da mostra recebeu, portanto, o nome de ''Jujus, Jogos de Luz e Alegrias de Viver''.
Leila desenha, escreve e pinta nesses pedaços de madeira. Usa as cores preto, pink, púrpura, e o que chama de cores psicodélicas em tinta acrílica. ''São brinquedos que se aglutinam e foram montados numa parede de oito metros de comprimento, e ainda podem se expandir e ser mostrados em locais diferentes.''
Os jujus são lúdicos e singelos propondo a alegria de viver, ensejando uma atmosfera de leveza ou jogos imaginários de cores. Também evocam o compromisso com a natureza, de reciclar, reaproveitar e transformar.
Por sua vez, Juliano Debarros mostra em ''A Casa'' um trabalho de composição e simetria, aliado à cor, produzindo um efeito vibrante e delicado ao mesmo tempo. ''A Casa'' serve de moradia para as transformações cromáticas, em encáustica sobre tela.
O diagrama da casa é o motivo para essas obras, em cores intensas em extensões retangulares. Juliano pretende com essa mostra colocar o espectador em contato com as experiências da luminosidade e da opacidade. ''Esta fase começou com um trabalho que fiz para um convento em João Pessoa, quando trabalhei com planta baixa e diagramas'', esclarece.
Juliano diz que o trabalho começa com a fabricação da tinta feita por ele mesmo. ''Eu faço as minhas cores e procuro usar matizes diferentes das industriais.''
q Exposições dos artistas plásticos Leila Pugnaloni e Juliano Debarros, no Museu Alfredo Andersen (Rua Mateus Leme, 336 telefone: (41) 222-8262), em Curitiba. De hoje ao dia 12 (a mostra de Juliano Debarros) e ao dia 19 (a mostra de Leila Pugnaloni) de segunda a sexta-feira, das 13 às 18 horas e sábado, das 10 às 16 horas. Entrada franca.


