- Muita coisa aconteceu no final de semana do Morumbi Fashion Brasil. Números? Três dias (sexta, sábado e domingo), sete desfiles, seis entrevistas coletivas com estilistas, muitas almofadas e tapetes persas, algo assim casa cor invadindo as passarelas. Começou com Sommer, que abriu os desfiles de sexta-feira com uma surpresa para os convidados, almofadas - daquelas antigonas com estampas de lassie (é do seu tempo?), tigres e flores - espalhadas em frente à primeira fila deram o toque à ‘‘decoração’’, signos, símbolos, significados? ‘‘Meus amigos sempre ficavam sem lugar’’, disse Marcelo Sommer. Simples.
- Amigos ou não, muita gente acabou levando as almofadas para casa. Não sobrou uma sequer para contar história. Bazar Fashion?
- Ainda no desfile de Sommer, a Adidas aproveitou para relançar um tênis, modelo SL 72 (de 1972), com materiais mais modernos. Coloridos, como toda coleção do estilista, que continuou na linha ‘‘música ao vivo’’, trazendo para o pavilhão da Bienal uma banda com Claudia Lima nos vocais. Vozeirão.
- Valdemar Iódice colocou um gigantesco coração para o cenário do seu desfile ‘‘Romântico Futurista’’, como ele definiu a nova coleção. Ok, mas os corações bateram descompassados com a presença de Marcelo Anthony na platéia.
- Lino Villaventura? Emoções à flor da pele (como sempre) com passarela de tapetes persas e modelos interpretando (mais ou menos isso) personagens. O londrinense André Victor fez parte do casting iluminado.
- Todo mundo sabia que três netos do pintor Lasar Segall estariam desfilando para Renato Loureiro, o que poucas pessoas esperavam é que Oscar, Felippe e Lasar Segall Neto ficassem tão à vontade ‘‘em cena’’.
- Apresentação de coleção outono - inverno tem sempre espaço garantido para as meias. Na IV edição do MorumbiFashion, a Hanes (empresa norte-americana que acaba de chegar ao país), distribuiu meias-calça para os participantes do evento. Além de ‘‘estar’’ no desfile de Fause Haten, que até bordou algumas pedrarias. Brilho.
- Já a Puket (leia puquê) entrou com designs exclusivos para Sommer, Zoomp, Forum, Zapping, Alexandre Herchcovitch, Equilíbrio, Iódice, Lino Villaventura e Renato Loureiro.
- No sábado, os jornalistas de fora de São Paulo, chamados de ‘‘imprensa Brasil’’, jantaram (já era hora da ceia) no Marquês de Marialva. Proprietário? Roberto Leal. E vira daqui, vira dali, o cantor português topou ser fotografado ao lado de fãs de última hora.
- Somando e multiplicando, Marcelo Sommer disse que cerca de 90% do casting era de modelos profissionais. Sem nunca ter pisado em uma passarela antes, o ‘‘amigo’’ Newton Leitão (por acaso, londrinense) se deu bem.
- Para enfrentar a maratona de 19 desfiles (mais o Forum Collection, Off Morumbi), tem gente que se preveniu como pôde. Acessório levemente neurótico, um cronômetro é algo inusitado. Em todo caso, uma jornalista por aqui fez questão de saber e anotar todos os minutos passados. Desde atrasos até duração de desfiles.
- Trilha sonora e iluminação são importantes e essenciais para um bom desfile. No caso do som, o comando se dividiu entre Renato Lopes, Felipe Venâncio e Zé Pedro. Rolou de Primal Scream à Maria Bethânia.
- Por conta do tempo instável na terra da garoa, o mais básico dos acessórios: guarda-chuva.
- Um amor de modelo ou um modelo de amor. Ivan Abujamra e Marina Dias.
OFF PASSARELA
- Bolsas, de olho nas tendências internacionais, o modelo mais visto por aqui: bolsinhas de mão. Variam os tamanhos, os materiais e as cores (muitas, por favor).

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