São Paulo - Substâncias químicas que beneficiam certos processos intelectuais quase sempre apresentam contrapartidas prejudiciais para o cérebro. O enredo de ''Sem Limites'', que entra hoje em cartaz, propõe a seguinte questão: e se houvesse uma droga capaz de turbinar a nossa inteligência sem trazer consequências negativas?
Eddie Morra (Bradley Cooper), o protagonista, é um escritor desorganizado, tímido e que sofre por conta de falta de inspiração. Até que um velho amigo lhe oferece uma amostra de uma pílula translúcida que seria capaz de dar acesso a 100% das informações guardadas no cérebro - em condições normais, seres humanos só são capazes de usar cerca de 20% do que a mente armazena.
O protagonista experimenta a pílula, que age de maneira instantânea e permite que ele escreva rapidamente grande parte da obra que precisa entregar à editora. O efeito dura cerca de um dia e é quase milagroso: melhora o raciocínio e deixa a memória infalível.
Eddie consegue um recipiente cheio dessa droga e passa a consumi-la em quantidades cada vez maiores. Obtém todos os benefícios presumíveis, como a facilidade de ganhar dinheiro e de conquistar mulheres, e entra em contato com um dos financistas mais poderosos do mundo, Carl Van Loon (Robert De Niro). Mas, aos poucos, descobre que a substância tem defeitos.
No longa, Bradley Cooper executa bem uma tarefa bastante difícil: fazer de maneira convincente as duas faces quase opostas do personagem principal. A cena em que ''Sem Limites'' sai do ''flashback'', já nos momentos finais, é a melhor do filme.

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