Leandro Calixto
TV Press
O tempo parece ser amigo de Carla Marins, a doce Nanci de ‘‘Vila Madalena’’. Aos 31 anos, esta bela carioca ainda mantém a aparência de adolescente. Isto, compreensivelmente, parece não incomodar a atriz, que tem 13 anos de carreira só na televisão. ‘‘Tanto que a variação de personagens que já interpretei é muito grande. Já fiz de prostituta a garotinha mimada, passando por vil㒒, valoriza Carla. Na novela de Walter Negrão, Carla avalia que Nanci vem tendo uma grande empatia junto ao público pela personalidade benevolente da personagem. ‘‘Ela sabe que tem de trabalhar, estudar e tenta ser compreensiva com todo mundo, ou seja: a filha que toda mãe gostaria de ter’’, define.
Na trama, a personagem de Carla tem sua sensualidade explorada como na cena em que Nanci perde a virgindade com o namorado Hugo, papel vivido por Thiery Figueira. Para atriz, o autor e diretores conseguiram fazer uma cena sensual, sem ser vulgar para o horário das sete horas. ‘‘Particularmente gostei muito da sequência que foi ao ar. Conseguimos passar uma coisa natural’’, imagina.
Nome: Carla Cristina Marins.
Nascimento: Em 7 de junho de 1968, na cidade de Campos, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na tevê: Novela ‘‘Hipertensão’’, escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Wolf Maia.
Trabalho que gostaria ter feito: ‘‘Tenho muita vontade de participar de uma superprodução cinematográfica.’’
Com quem gostaria de ter trabalhado: ‘‘Já atuei com Lima Duarte, Regina Duarte, Dina Sfat, Renata Sorrah, entre outros atores de peso da história da tevê brasileira. Acho que não faltou ninguém.’’
Um momento marcante: Quando viveu a vilã Elaine, em ‘‘Pedra Sobre Pedra’’. ‘‘Foi um personagem que ganhou tamanha força ao longo da novela que acabou me surpreendendo.’’
Uma atuação inesquecível: ‘‘Quando interpretei a prostituta Dinorah em ‘A Indomada’. O trabalho de composição foi muito difícil.’’
O que gosta de ver na tevê: A programação da Directv e telejornais. ‘‘Sou viciada principalmente no Jornal da Record, comandado brilhantemente por Boris Casoy.’’
O que não gosta de ver na tevê: ‘‘Programas que usam de vulgaridade e desrespeitam o ser humano.’’
Livro de cabeceira: ‘‘Ensaio Sobre a Cegueira’’, do escritor português José Saramago.
Vídeo de cabeceira: ‘‘Baraka – Um Mundo Além das Palavras’’, com direção de Ron Fricke.
Projeto para o futuro: Participar de um espetáculo teatral que retrate os textos publicados em jornal da série ‘‘A Vida Como Ela ɒ’, de Nelson Rodrigues. ‘‘É um projeto que venho conversando com Marcus Alvis, um dos diretores de ‘Vila Madalena’.’’