Dragões e ideogramas
E Pequim ainda tem muitos templos e parques. Dos templos, o mais impressionante é o Templo do Céu, onde os imperadores das dinastias Ming e Qing faziam sacrifícios rituais para que as colheitas fossem boas.
Mil e uma razões para ir lá. A arquitetura. As escadarias decoradas com um baixo-relevo mirabolante. Dois dragões sobre as montanhas e os oceanos. Os sinos e os tambores com os quais os chineses marcavam a hora.
Dos parques, eu prefiro o último que visito, Beihei, onde os chineses vão para serem fotografados como imperador ou imperatriz num faustuoso trono. Porque, apesar da revolução, a maior das Chinas continua a ser, para eles, a imperial.
Em Beihei, um calígrafo excepcional escreve nos ladrilhos com um pincel molhado na água, dando a entender que mais vale o gosto de escrever do que o texto escrito, fazendo assim a apologia do prazer e do que é efêmero.
Vendo o meu fascínio, ele pergunta o meu nome e me oferece, caligrafando, a sua versão chinesa do mesmo.
Posso eu que sou fã da arte efêmera do carnaval não amar a China cuja flor é o lótus que nasce da água como a nossa vitória-régia? Aquela é cor-de-maravilha, esta é branca, mas as duas são incrivelmente sensuais.





