DRÁCULA ATACA OUTRA VEZ
Antônio Mariano Júnior
De Curitiba
Dois anos e muitas gargalhadas depois, a Cia. Máscaras de Teatro reestréia hoje, em Curitiba, o espetáculo Drácula e a Dança dos Vampiros. Que fica em cartaz por tempo indeterminado, no Teatro Lala Schneider, sempre às quartas-feiras às 21 horas. Do elenco original ficaram apenas Marino Júnior, Marco Zeni e Márcio Roberto. A estrutura dramatúrgica, no entanto, permanece a mesma. Ou seja, na linha do que se convencionou chamar, no boca a boca teatral, de terrir gênero que une e rima terror com humor.
Para escrever o texto, João Luiz Fiani, responsável também pela direção foi buscar a matéria-prima essencial no hilariante A Dança dos Vampiros, filme de Roman Polanski. Um clássico filmado em meados da década de 70. Além disso, ele aproveitou o fato de que em 97, quando deu vida à peça, comemorava-se o centenário do surgimento de Drácula o mais temido, imitado e repaginado personagem das histórias de terror.
E deu certo. O espetáculo caiu nas graças do público curitibano e também do carioca, a montagem permaneceu em cartaz durante cinco meses, no Rio de Janeiro. No total, Drácula e a Dança dos Vampiros tem 1h20 de duração. O papel-título é vivido por Áldice Lopes, um dos mais premiados atores de teatro do Paraná.
Já Marino Júnior assume no palco as vezes do professor Abronsius e suas técnicas mirabolantes de transformar criaturas vampirescas em pó. Um grande elenco mais de 20 profissionais se empenha para dar vida a vampiros, mortos-vivos e afins. Além do texto bem-humorado, o espetáculo deve prender a atenção da platéia por outros detalhes.
Como os cenários, por exemplo, que são trocados em cena aberta. É que Drácula se passa em dois ambientes numa taberna e num castelo. O público leva um susto porque é tudo muito rápido, sem intervalo. E o elenco está muito bem entrosado destaca João Luiz Fiani.
A reestréia do espetáculo tem um motivo muito mais especial do que simplesmente levar entretenimento ao povo. É preciso incrementar as finanças da Cia. Máscaras de Teatro, através da bilheteria, e consequentemente manter em funcionamento o Teatro Lala Schneider, de propriedade de Fiani. A concorrência é desleal porque não temos ajuda do governo e nem da iniciativa privada. E se não produzir cada vez mais espetáculo eu me dano afirma.
Com isso, o grupo, querendo ou não, acabou se transformando numa companhia de repertório. Nos últimos cinco produzimos pelo menos 20 peças contabiliza o diretor. Atualmente, a Cia. de Máscaras está em cartaz com outros quatro espetáculos, que tomam quase todos os dias da semana A Casa do Terror, Parte 1 , A Casa do Terror, Parte 2, O Exorcista, A Greve de Sexo e Amor Cachorro. Em setembro, no dia 9, a trupe deve estrear o espetáculo Lens; e no dia 11, o infantil Batimpaz.
Drácula e a Dança dos Vampiros, texto e direção de João Luiz Fiani. Elenco: Marino Júnior, Áldice Lopes, Eduardo Dias, Jana Mundana, Guilherme Osty, Marco Zeni, Fabiano Amorim, Franklin Albuquerque, Márcio Roberto, Cláudio C. Costa, Isabela Cavalin e Karla Fragoso. Todas as quartas-feiras, às 21 horas, no Teatro Lala Schneider (Rua Treze de Maio, 629). Ingressos: R$ 12,00 e R$ 6,00 (estudantes). Maiores de 65 anos com apresentação de identidade não pagam ingresso. Mais informações pelo telefone (0+ código da operadora+ 41) 232.8108.A Cia. Máscaras de Teatro reestréia hoje o espetáculo Drácula e a Dança dos Vampiros, comédia com toques de horror
DivulgaçãoCena de Drácula e a Dança dos Vampiros: espetáculo caiu nas graças do público e permaneceu cinco meses em cartaz no Rio





