Downloads legalizados
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terça-feira, 01 de março de 2011
Roberta Pennafort <br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - No comercial da TV, Gilberto Gil avaliza: ''A música é um bem democrático.'' Na noite da terça-feira 22 de fevereiro, o autor de ''Pela Internet'' deu forma concreta à assertiva, apresentando pela rede, ao violão, com o filho Bem Gil, um repertório de clássicos (''Drão'', 'Expresso 2222'', ''Realce''...) escolhido por 45 mil pessoas que estavam atrás de computadores.
Eram os cliques iniciais do portal Escute (www.escute.com), serviço criado pela gravadora Som Livre para vender seu acervo nacional e internacional, em faixas avulsas e CDs completos, e tentar minimizar os efeitos nocivos da pirataria e dos downloads ilegais. O projeto prevê que este se torne o mais completo serviço de música digital do País. A Som Livre ainda não divulgou números das vendas.
A repercussão do show de Gil foi grande nas redes sociais, com internautas fazendo crítica online do que viam na tela. Em breve, virão outros artistas: Restart (hoje), Capital Inicial (dia 22/3), Pitty (12/4) e Luan Santana (data a se confirmar).
Os shows são mais um chamariz; o que a gravadora quer é mostrar que pagando pouco é possível ter acesso a um conteúdo que não está dando sopa na internet de forma organizada e, claro, legalizada.
''Mas enquanto existir download, vai ter pirataria. É difícil competir com o que é gratuito... Ainda assim, acreditamos que daqui a dois ou três anos as pessoas vão consumir tantas faixas no Escute quanto as que compram da Som Livre'', afirma Leonardo Ganem, presidente da Som Livre.
Mais de três milhões de faixas já estão disponíveis. Os modelos de assinatura, que custam entre R$ 4,99 e R$ 14,99, são variados: acesso ilimitado, escolha por gênero, artista ou somente streaming (quando se pode ouvir sem que se tenha feito download).


