foto: Agência X/CascavelCemitério bizantino em MucugêNa Chapada Diamantina estão presentes marcas do passado brilhante do ouro e do diamante, mas há também o misticismo de regiões como a de Mucugê, onde ao longo do tempo têm ocorrido avistamentos de Objetos Voadores não Identificados (OVNIs) ou, para os leigos no assunto, ‘‘discos voadores’’. A pequena cidade, que se concentra no eixo de uma rua principal, é constantemente visitada por estudiosos do assunto e curiosos que até acampam em vigílias na Serra do Capa Bode, na expectativa de avistamentos.
Na periferia de Mucugê, há um cenário que efetivamente não é parte do real do próprio País: um cemitério bizantino, o Santa Isabel, com túmulos encravados nas rochas; pintados de branco. Os túmulos e suas torres brilham intensamente, ao ponto de ofuscar a visão. O cemitério foi construído no século passado, segundo se conta na região por ‘‘coronéis’’ do tempo dos garimpos, que viajaram para a Europa (principalmente Grécia), se empolgaram com a arquitetura bizantina e a levaram para o sertão baiano.
Na mesma região, um palco quase destruído onde se protagonizou a odisséia do garimpo de ouro: as ruínas da ‘‘Cidade de Pedra’’, com centenas de casas de pedra, escavações na rocha e buracos nas lajes onde se abrigavam os garimpeiros, atraídos a partir do século 17, quando bandeirantes paulistas descobriram ouro (e diamante em outra região da Chapada). As escavações reviraram toda rocha à vista, a procura dos veios, mas na metade daquele século começou o declínio dos garimpos.

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