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o cinemaA sonoplastia faz parte de todo espetáculo e deve estar sempre em harmonia com o que está sendo apresentado. Compor trilhas sonoras para teatro, balé e publicidade é uma das atividades do ator, diretor teatral e músico Demian Garcia. ‘‘É um trabalho de pesquisa, de ajustes junto com o diretor, com o texto. A música deve sempre dialogar com os atores’’, define.
Com uma bagagem de 13 anos de estudos de música e curso superior de artes cênicas, Demian teve seu último trabalho na peça Urfaust, do grupo Satyros, apresentada no Festival de Teatro de Curitiba e que se prepara para apresentações em São Paulo.
‘‘Para este trabalho foi preciso uma pesquisa intensa da música gótica, uma vez que o texto de Goethe se baseia numa lenda medieval. Ao mesmo tempo a montagem usa recursos hightech, que, mesmo preservando o texto original, têm uma ligação com o ultramoderno como recursos de telão e de cenografia com toques cibernéticos’’, conta. Nesta peça a música de época se funde com os sons modernos.
No trabalho com o teatro, há necessidade de uma integração perfeita com o diretor. A sonoplastia começa numa conversa entre os dois profissionais, quando o diretor passa ao músico a intenção da peça, a base do texto e do roteiro. ‘‘Depois disso vem a pesquisa da sonoridade, provas com ensaio até chegar às definições direcionadas’’, diz Demian.
Para sonorizar um balé, o trabalho é bem diferente. Nesse caso a música acompanha os movimentos. ‘‘Não só ritmicamente, mas as sensações. No balé a gente vê a música’’.
No Brasil pouca gente trabalha com música para balé. Em geral as músicas usadas nas apresentações são trilhas prontas. ‘‘Até o início do século 20 todas as peças - teatro e balé - tinham músicas específicas. Com a tecnologia das gravações isso foi se perdendo e hoje tentamos resgatar este trabalho’’, confere.
No caso do trabalho desenvolvido para comerciais de televisão, Demian diz que usa mais tecnologia e mesmos sentimento. ‘‘A publicidade é muito rápida e objetiva. A gente tem que se fazer entender em muito pouco tempo’’.
A direção musical de peças infantis é o trabalho desenvolvido pela arte educadora e música Rosy Greca. ‘‘Em geral recebo o texto com o esboço das letras e trabalho as músicas em função do ritmo e da métrica’’, diz.
A música tem o papel de ilustrar e reforçar o conteúdo. Segundo Rosy o trabalho vai desde a criação musical, do aprendizado, afinação e interpretação dos atores até a direção de estúdio para as gravações. Rosy já tem seu trabaho gravado em dois CDs: ‘‘Gente Criança’’ e ‘‘O Menino Maluquinho’’, uma trilha da montagem curitibana do livro Ziraldo.

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