Concerto vai resgatar clássicos da música caipira e de grandes compositores conhecidos do público
Concerto vai resgatar clássicos da música caipira e de grandes compositores conhecidos do público | Foto: Elvira Alegre/ Divulgação


O fim de tarde dos londrinenses neste domingo será marcado pela sonoridade do primeiro instrumento de cordas a chegar no País pelas mãos dos colonizadores portugueses ainda no século XVI. Uma grande orquestra formada por 150 músicos tocando viola caipira relembrará clássicos do música sertaneja de raiz no Concerto Azul da Caixa dentro da programação do 36º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML). A apresentação acontece às 16h30, no anfiteatro do Zerão.

A Orquestra de Viola Caipira do 36º FIML é formada por integrantes da Orquestra Londrinense de Viola Caipira e das orquestras de viola das cidades Maringá e Céu Azul, além de alguns membros da Orquestra Paulistana de Viola. A regência do concerto ficará a cargo do músico paulista Rui Torneze. O regente salienta que no repertório da apresentação não faltarão os grandes ícones da música caipira, clássicos da moda de viola e também compositores conhecidos do público, entre eles Renato Teixeira ("Amanheceu, peguei a viola")e Rolando Boldrin ("Vida Marvada"). Destaque para a bela execução do Hino Nacional Brasileiro interpretado nas cordas das violas.

Segundo o maestro Rui Torneze, o grupo vem ensaiando em suas cidades o repertório há algum tempo, mas tocará pela primeira vez no Festival formando esta grande orquestra de viola caipira, primeiro instrumento musical a desembarcar em solo brasileiro e que ao longo dos anos legitimou diversas manifestações culturais do país, desde as de cunho folclórico às festas juninas, até o universo cancioneiro da música popular brasileira através da música caipira.

O paulista Rui Torneze teve sua iniciação musical formal aos 11 anos de idade, aperfeiçoando-se em violão erudito com o maestro Carmelo Crisafulli e no Conservatório Marcelo Tupinambá. É fundador e regente da Orquestra Paulistana de Viola Caipira desde 1997. Foi professor de viola caipira da Universidade Livre de Música por 13 anos, hoje denominada Escola de Música do Estado de São Paulo - EMESP Tom Jobim.

Na tarde de hoje, no Zerão, uma orquestra formada por 150 músicos vai celebrar a música sertaneja de raiz
Na tarde de hoje, no Zerão, uma orquestra formada por 150 músicos vai celebrar a música sertaneja de raiz | Foto: Divulgação



Formou nos últimos 11 anos, em projetos de parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e também de iniciativa própria, mais de 25 orquestras de viola caipira, a maioria no estado de São Paulo, mas também no Rio Grande do Sul (Araricá e Sapiranga), Paraná (Cascavel e Londrina), Santa Catarina (cidade de Blumenau) e Mato Grosso do Sul (Corumbá). A partir destas agremiações floresceram núcleos de ensino do instrumento e consequentemente, da cultura caipira, que estavam latentes e o processo reavivou. Tem diversos vídeos, CDs e DVDs gravados, sendo o último CD em de 2010, "Viola sem Fronteiras-Portugal 2010" gravado ao vivo durante turnê em Portugal. Tem quatro livros publicados sobre o assunto, todos pela Editora Irmãos Vitale, sendo "Viola Caipira Instrumental-42 Estudos Progressivos", publicado em 2011.

A apresentação comandada por ele contará com a participação especial do músico Samuca do Acordeon, renomado acordeonista gaúcho. No palco, o instrumentista deve abusar do improviso interpretando milongas, tango e o choro.

Serviço:
Concerto Azul Caixa -
Orquestra de Viola Caipira do 36º FIML
Quando – Hoje, às 16h30
Onde - Anfiteatro do Zerão
Gratuito

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