Domingo ao som da Orquestra
Zeca Corrêa Leite
O Festival de Música de Londrina realiza hoje, às 16 horas, o tradicional concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, no anfiteatro do Zerão. Pela primeira vez o corpo sinfônico - agora sob a denominação OSP - apresenta-se sob a batuta do maestro Roberto Duarte, que caminha para o terceiro mês como regente titular.
Antes de mais nada, queria dizer de minha satisfação em ir a Londrina, e participar de seu festival que é conhecido em todo o Brasil, comentou Duarte em Curitiba, às vésperas de sua viagem. Os concertos de hoje, no Zerão, e amanhã, no Cine-Teatro Ouro Verde, terão os auspícios da Secretaria de Estado da Cultura, que investiu R$ 60 mil.
O maestro não entra no universo dos cifrões. Ele conta que os ensaios foram intensos para ter um bom resultado na cidade. Estamos trabalhando muito para fazermos boas coisas. Na apresentação ao ar livre o programa começa com a abertura de O Guarani, de Carlos Gomes, que é quase um Hino Nacional. Prossegue com Baião do Trenzinho Maria Fumaça, de Alceo Bocchino - um dos movimentos da Suíte em Miniatura -, a Rapsódia para Percussão Solo e Orquestra, de Ney Rosauro, com solo do autor.
O músico usa vários instrumentos de percussão, desde o vibrafone, que é o instrumento base, e inclui berimbau, apitos e até pratos de diferentes tamanhos. A peça é muito bonita, o compositor excelente e solista de primeira ordem, elogia Duarte.
Para fechar o espetáculo foi escolhida a vibrante Dança do Chico Rei, de Francisco Mignone. A peça teve um trecho bisado no concerto matinal do último domingo no Guairão, em Curitiba, devido ao sucesso junto ao público. O mesmo deverá acontecer em Londrina.
Ano passado esta mesma obra foi tocada no FML, mas o maestro não se dá por achado. Não faz mal, vamos ouvir mais uma vez, ele convida. Ter Mignone no roteiro é como uma homenagem prestada ao compositor do qual o regente foi aluno e único assistente.
No dia seguinte, no Ouro Verde, faremos Cauchemar, de Francisco Braga, a Suíte Miniatura, de Bocchino, na primeira parte. Na segunda teremos a Rapsódia para Percussão Solo e Orquestra, de Ney Rosauro, com tudo a que ele tem direito - até copos afinados, com o solista flexionando a borda. Por tudo isso, Roberto Duarte aposta no sucesso.





