Documento com quatro pontos pede apoio do BID
Rio, 27 (AE) - Foi um dia de intensas discussões no Hotel Glória. Na sexta, os diretores e produtores da América Latina e Europa discutiram alternativas para o impasse do cinema nestas regiões. No sábado, foi divulgado o documento que eles assinaram. Começa definindo o cinema como "um poderoso meio de comunicação, geração e difusão de cultura, estilos de vida e formação do imaginário coletivo".Vanguarda tecnológica e artística, o cinema "é a indústria mais sofisticada de imagens em constante desenvolvimento, principal provedor das redes de televisão, promovendo crescentes riquezas e empregos em nossa sociedade."
Os diretores, produtores e distribuidores cinematográficos que subscreveram a declaração desejam chamar a atenção dos chefes de Estado e de Governo reunidos na Cimeira, no Rio, "para o impacto que têm as indústrias culturais, em particular a do cinema, na preservação e criação dos caminhos democráticos trilhados por nossos países."
Por isto mesmo, firmaram o documento com quatro pontos: 1) A inscrição na agenda de cooperação entre a União Européia, América Latina e o Caribe, do tema de fomento da indústria cinematográfica e da difusão recíproca de suas produções; 2) O estabelecimento de critérios convergentes para o desenho de políticas nacionais baseadas nas legislações culturais vigentes em alguns países, que promovam a economia de escala necessárias para que as indústrias culturais e cinematográficas dêem origem a um espaço cultural europeu-latino-americano e caribenho, sem esquecer as comunidades latinas da América do Norte. 3) A criação de mecanismos que promovam a participação do setor privado de nossas regiões na produção, distribuição, exibição dos produtos audiovisuais, facilitando o acesso aos diferentes recursos disponíveis nos níveis nacional, regional e internacional; 4) A instrução aos seus governos e aos organismos internacionais
em particular a União Européia, a Unesco e a OEA, bem como às instituições financeiras, em especial o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para que apóiem e cooperem, com meios técnicos e financeiros, a implementação destas propostas. Seguem-se as 92 assinaturas. O 1.º Forum de Cineastas Euro-Latino-Americanos do Rio também formulou outra declaração em cinco pontos, propondo a criação de um programa de distribuição e exibição para conseguir que, nas telas da América Latina, sejam exibidos filmes ibero-americanos e europeus e que os cinemas europeus programem filmes da América Latina.





