Documentário monta um quebra-cabeças com as diferentes personalidades do músico baiano
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Redação Folhaweb 
Ele é a luz das estrelas, a força da imaginação, o tudo e o nada. Então, nada mais justo que o documentário ''Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio'' (que estreia hoje em Londrina no Cinema Araújo, no Shopping Catuaí) não se tratar apenas de uma análise concreta da vida do músico baiano. Pelo contrário, as lentes do filme estão voltadas, muitas vezes, para a lenda que o Raulzito criou sobre a sua própria 'persona', que mistura personalidades múltiplas e que seguem, também no âmbito pessoal, tons que vão do baião até o rock and roll.
Isso porque, imortalizado com barba e óculos escuros, Raul transformou-se em mais do que um simples músico. Ele é o símbolo de toda uma geração, e suas composições (muitas vezes geniais) ainda refletem peculiariedades do Brasil e do mundo no período dos anos 70 e 80. Não é por acaso que a cena que abre o documentário de Raul seja uma clara referência aos motoqueiros de ''Easy Rider'' (1969), filme que virou um estandarte do espírito da contracultura em que a juventude mergulhara na época: o amor livre, o misticismo, a liberdade através do uso das drogas e o abandono das amarras sociais eram os gritos de protesto de jovens cansados da 'velharia' conformista. Embalados por Led Zeppelin, Bob Dylan, Beatles e Rolling Stones, a nova geração carregava dentro da tríade de ''sexo, drogas e rock and roll'', o sonho de mudar o mundo.
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