São Paulo - Cássia Eller morreu em 2001 e deixou a sua marca como uma cantora forte, cheia de atitude nos palcos e com um visual, às vezes, desconcertante. O lado mais sensível e tímido da artista, porém, é revelado no documentário "Cássia Eller", de Paulo Henrique Fontenelle, que chega hoje a Londrina.
O mesmo diretor de "Loki - Arnaldo Baptista" (2008) ficou mais de quatro anos debruçado na missão de realizar o filme. "Eu já sabia da timidez dela, de seu amor pelos palcos, mas descobri, com os músicos de sua banda, o universo de Cássia fora dos palcos: avessa aos holofotes, à fama. Ela só queria cantar", explica Fontenelle.
O filme mostra as primeiras cenas de Cássia em musicais no teatro, a surpresa de seu disco de estreia, o sucesso de canções como "O Segundo Sol" (1999) e "Malandragem" (2001) até o estouro com o CD "Acústico MTV". De um rotina desregrada de festas até a maternidade.
A produção ainda tem depoimentos emocionados de amigos, como Nando Reis e Zélia Duncan, da companheira Maria Eugênia, e de seus familiares. "Muita gente ficou de fora. Ela era muito amada."

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