Documentário 'Apolo 80' traz um tipo inesquecível
Aniversário de 80 anos do ator, cronista e ex-craque de futebol Apolo Theodoro foi ponto de partida de um curta-metragem
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de julho de 2025
Aniversário de 80 anos do ator, cronista e ex-craque de futebol Apolo Theodoro foi ponto de partida de um curta-metragem

Original, criativo e capaz de despertar a atenção. O nome de um filme exige planejamento, estratégia e, quando o tema reúne características singulares, a essência é um trunfo e tanto. "Apolo 80" é o nome incial do documentário que reconhece a trajetória do ator, cronista, repórter e ex-craque do futebol amador, Apolo Theodoro.
O projeto audiovisual do jornalista Marquinho Gomes é produzido pela Leste_Br, leia-se Bruno Gheringer, e tem em seu time mais nomes de respeito como o jornalista Lúcio Flávio Moura, o diretor de fotografia Giovani Viecilli e trilha sonora inédita criada por Marco Antonio Scolari. Com mais de 30 anos de experiência com televisão, Gomes admite que cinema requer o olhar e a expertise de quem domina a arte das telonas.
Sem a pretensão de fazer uma narrativa cronológica, o material enaltece o quanto o personagem causa admiração na sua relação com a cultura, a histórica e o esporte de Londrina. Enquanto Apolo ostenta os 80 anos completados em maio, a produção se empenha em reunir, em 20 minutos, sua perenidade. "Haverá suspense, desencontros, leveza e alegria. Sobretudo sobre um cara amigo, um excelente ouvido em todas as suas versões - e isto será retratado no filme" adianta Gomes.
ESSÊNCIA CONSAGRADA
Com 80% das captações já realizadas, o documentário é bancado por amigos, admiradores e profissionais que admiram a saga de Apolo. A obra traz sua vida e obra pelo olhar de admiradores que o conhecem na sua essência. Entre alguns nomes, Ponti Pontidura, Meire Valin, Marco Antonio Fabiani, Elza Correia, Carlos Alberto Garcia, José Maschio, Bernardo Pellegrini, Domingos Pellegrini, Orson Jacon, Isnard Cordeiro e Valdomiro Chammé. "Há pessoas de 50 e de 90 anos", pontos de vista de diferentes momentos de sua vida que confirmam como sua jornada é relevante e merece ser contada", afirma Gomes.
O jornalista e músico Bernardo Pellegrini conhece o astro do documentário de perto. "Há quase 60 anos eu o vi pela primeira vez no palco, no papel de João Grilo, no 'Auto da Compadecida', de Ariano Suassuna", recorda como quem revive a cena. Vale destacar que Apolo atuou nos espetáculos recentes "Um Bourbon para Faulkner" e "Dr. Gabriel - uma alma partida, ambos do dramaturgo Marco Fabiani.
Pellegrini lembra que em 1968, o teatro estava começando em Londrina. "E o Apolo viveu todas as fases com a Nitis Jacon, com o Grupo Proteu", cita.
"No ano seguinte, em1969, assistia a seus ensaios no quintal da casa de meu avô e aquilo marcou muito a minha vida e definiu os rumos de minha trajetória como músico e jornalista", afirma Pellegrini - que também teve o privilégio de inserir Apolo no jornalismo por meio do Paraná Norte, onde atuou como cronista e repórter já nos anos 80. "É uma alegria muito grande eu ter vivido esse tempo todo com ele e agora ver que essa trajetória é reconhecida, o documentário irá ajuda a preservar nossa memória cultural e Apolo é parte dela".
"Como cronista e narrador do cotidiano, o que marcou Apolo sempre foi a sua preocupação com o popular em uma época em que todo mundo, de classe de média, só falava em movimento estudantil. Apolo que era boleiro e conhecia a periferia tinha uma conexão com o popular e isso foi muito importante na vida de todos nós", destaca o jornalista.
"O documentário celebra essas oito décadas de vida e, embora eu não tenha ido ao seu aniversário de 80 anos, já prometi a ele que no de 90 não falto de jeito nenhum", sorri.

GENEROSIDADE E SIMPLICIDADE
A musicista Meire Valim também tem em sua memória o sentimento de respeito a Apolo Theodoro, tendo em vista sua rica jornada. "Tive a sorte de conhecê-lo há mais de 40 anos. Ele é um homem raro, grandioso e mora no Olimpo do meu coração. Suas características mais incríveis são a generosidade e a simplicidade", confessa.
Valim observa que o ator, jornalista e jogador de futebol conserva respeito imenso pela capacidade ímpar de acolher as pessoas. "O mais admirável é como se mantém jovem aos 80 anos, com a mente aberta, antenado na vida e sem perder o humor e a habilidade de se divertir e alegrar as pessoas", elenca. Para ela, a produção do documentário é mais que assertiva."Apolo é um mestre das artes, do bem viver, do afeto e da liberdade", dispara.
MÚLTIPLO E INTENSOApolo condeceu entrevista à FOLHA, e a opção foi pelo bom humor perguntando logo o que ele pensa de estarem querendo espalhar coisas sobre ele num filme.
Ele diz que ficou muito curioso quando soube o que os amigos estão armando e, sem falta modéstia, afirma que sua vida é um agito de causar admiração. "Foi uma surpresa muito boa essa ideia de contar sobre minha passagem pelo mundo", diverte-se. "Tento saber um pouco o que estão fazendo, mas o Marquinho não me conta nada. Mas sei que ele já convenceu vários amigos e não vou estragar a supresa, pois sei que querem me surpreender", sorri.
O curta-metragem independente é patrocinado por amigos e sem financiamento público. O processo de captação de recursos para finalizar a obra está em andamento. Então, quem tiver vontade e interesse em colocar sua marca e o reconhecimento no projeto, o canal está aberto.
As múltiplas habilidades do protagonista irão compor o curta num recorte do perfil inquieto de Apolo, que é pai de Amannda, avô do Bruno e também amigo de boteco que garante rodadas memoráveis.
VERSATILIDADE
Sobre sua vida dinâmica que inclui o futebol amador, a dedicação ao teatro e o faro de um bom jornalista, Apolo considera que sua facilidade para fazer amizades contribuiu para sua rotina verstátil. "Sou um cara entrão", fala com bom humor e humildade sobre seus tantos talentos.
Embora não tenha nascido em Londrina, Apolo se fez cidadão desde que chegou aqui aos 10 anos. Natural de Laje de Muriaé, no Rio de Janeiro, divisa com Minas Gerais, gosta de afirmar: "Sou um autêntico papa-goiaba do pé-vermelho. Como jornalista, sempre fui de fuçar por toda a cidade. A vida de jogador de futebol me levava a muitos lugares, pessoas e histórias, pois em toda vila havia um campinho", sorri.
O astro considera também que o documentário, os encontros que estão sendo promovidos e as sessões que estão por vir representam de modo genuíno uma celebração a algo muito valioso e que conserva, as amizades. "Estou muito feliz e na expectativa".
SERVIÇO
Curta-metragem
Apolo 80 - Documentário sobre Apolo Theodoro
Para patrocínio e mais informações: (43) 98401-2311 (Marquinho Gomes)


Walkiria Vieira
Repórter de Cultura, Educação e temas sociais.


