Andy Warhol, o papa da pop art, foi quem cunhou a célebre blague sobre os quinze minutos de fama a que todos teriam direito no mundo controlado pela mídia eletrônica. Morto em 1987, volta e meia ele é lembrado com um ciclo de seu cinema marginal ou com uma exposição de suas reproduções seriadas.
Dândi exemplar, Warhol é a atração do programa ''Grandes Mestres da Pintura'', que vai ao ar à 1 hora (de hoje para segunda) na TV Cultura. O documentário reúne entrevistas com o artista, depoimentos de amigos (John Giorno, Brigid Berlin, Ondine e Viva) e trechos de controversos filmes como ''Chelsea Girls'', ''Lonesome Cowboys'' e ''Women in Revolt''.
Para se ter uma idéia de suas experiências extravagantes com a câmera, ''Chelsea Girls'' registra ''pessoas fazendo várias coisas'' durante sete horas no mitológico Chelsea Hotel de Nova York. Warhol era malucaço. Mas a época, os anos 60, também ajudou a fermentar sua cabeça coberta de fios brancos. Ele foi multimídia antes do termo entrar em voga.
Transformou seu estúdio Factory num QG do subumundo das artes. Mexeu com artes gráficas, pintura, publicidade, cinema, revista e televisão. E ainda contribuiu com a história do rock apadrinhando a banda Velvet Underground, que até hoje influencia meio mundo na seara alternativa. ''Grandes Mestres da Pintura'' tem apresentação de Laura Wie e texto de Cacilda Teixeira da Costa. Programaço da madrugada.

mockup