Do tempo dos faraós
Do tempo dos faraós
Museu itinerante traz história do Egito a Londrina
Érika Pelegrino
Cesar AugustoHarrison de Quadros Melecchi: Fui contaminado por esta
vida, não consigo parar mais em um lugar apenasColecionador de réplicas de objetos do Antigo Egito há 13 anos, Harrison de Quadros Melecchi, empresário do ramo de alimentação em Porto Alegre, se rendeu ao seu hobby. Há dois anos ele comprou um ônibus e, nos momentos de folga, começou a viajar pelo Brasil mostrando parte de seu acervo particular para o público em geral.
O prazer pelas viagens e em estar divulgando para as pessoas um pouco da cultura e da história do Antigo Egito foi contaminando cada vez mais o empresário. A tal ponto que atualmente Harrison colocou à venda sua empresa para dedicar-se exclusivamente ao seu hobby.
Depois de passar por nove cidades em dois anos de viagens, o museu itinerante de Harrison chegou a Londrina quinta-feira. Ele montou uma exposição na Praça de Eventos do Shopping Catuaí, com 250 réplicas dos mais diversos objetos do Antigo Egito: prato de oferendas, bustos de faraós, estatuetas de deuses, pentes, escaravelhos, amuletos, dos mais diversos materiais, papiros.
Réplica autenticada da
múmia de Tutankhamun
O museu itinerante tem até uma câmara mortuária, com um sarcófago e uma múmia, todos réplicas autenticadas. Artistas do Egito fazem estas réplicas a partir das peças originais e depois são passadas por uma avaliação de peritos que avaliam se as peças ficaram, realmente, parecidas com as originais, explica Harrison.
A câmara mortuária, o sarcófago e a múmia são réplicas do Faraó menino, Tutankhamum, que começou a governar o Egito aos nove anos de idade e morreu aos 18 anos. Seu túmulo foi descoberto em 1922 e para surpresa da humanidade, estava intacto. Desde então o faraó Tutankhamum passou a ser muito conhecido, embora na história do Antigo Egito não tenha um destaque muito grande, por ter governado por pouco tempo, explica Harrison.
O museu itinerante traz ainda mais atrativos: bustos de Aquinaton, de Ramsés II, estatuetas de Hórus e Osíris, em formas de animais, lascas de pedras com representação de Ísis e outros deuses, adornos esculpidos em ossos de camelo, tabuleta de pedra da batalha de Ramsés II, representação do rei Pitah, papiros com representações das principais dinastias.
Réplica do sarcófago
de Tutankhamun
Todos os objetos, Harrison conseguiu através de parentes e amigos que viajaram para o Egito. Em seu acervo particular ele possui mais de 350 peças. Não viajo com todas, porque algumas são muito delicadas, justifica. Ele já esteve em Joinville, Curitiba, Salvador, entre outras cidades. Atualmente tem convite para ir ao Exterior: Itália e Argentina.
De Londrina Harrison vai a Curitiba, onde ficará até o semestre que vem. Já matriculei meu filho em uma escola em Curitiba, conta. Mas no próximo semestre a família de Harrison estará em Salvador, onde irá montar um Museu permanente no Pelourinho. Mas as viagens irão continuar. Fui contaminado por esta vida, não consigo parar mais em um lugar apenas, afirma.
Para se manter, Harrison comprou programas de computador e faz consultas exotéricas para o público, que escolhe entre vidas passadas, horóscopo chinês, mapa astral, leitura do tarô. São leituras matemáticas que não têm como dar errado, garante Harrison.
A exposição tem entrada franca e fica em Londrina até o dia 26 de maio.





