A convite da organização do ano da França no Brasil o projeto continuou e foi reinventado. A exposição desceu o morro em direção ao centro da cidade. Na sala principal da Casa França-Brasil, uma fotografia ampliada relembra a mostra do ano passado. ''A gente vem e procura nosso barraco... Eu estou emocionadíssima'', diz a moradora Maria Odontino que, assim como outros moradores, compareceu à abertura da mostra. Uma casa que seria demolida no morro foi remontada para a exposição. Por fora, fotos dos antigos moradores estampam as paredes de madeira; por dentro, vídeos contam histórias das mulheres fotografadas. Quem está fora do Rio pode ouvir os relatos da vida de Roberta, Taís e Dona Maria pelo telefone 0800-2830064.
Além da mostra de JR, a Casa França-Brasil também abriga os trabalhos do fotógrafo autodidata Maurício Hora, que expôs o trabalho Favelité no ano do Brasil na França, em 2005. Morador do morro, ele vê sua fotografia como uma arma para o povo que mora ali se reconhecer. ''O simples fato de a pessoa estar sendo apresentada de uma maneira digna, em uma boa fotografia, isso é interessante, dignifica'', explica.

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