As bandas Beijo AA Força e Maxixe Machine são hoje as herdeiras de um movimento musical que nasceu no começo dos anos 80, em Curitiba, sob o nome de Contrabanda. Tinha uma ‘‘estética new romantic’’, como lembra Rodrigo Barros. Durou pouco aquela primeira aventura e logo Rodrigo e Luís Antônio Ferreira, acompanhados por outros colegas montaram a Beijo AA Força e organizaram o primeiro festival de bandas punk que Curitiba teve a oportunidade de ver. Foi na Sociedade dos Operários, nos idos de 1982, e contou com a presença das bandas paulistas U.T.I. e Neurótikos que, depois atenderia pelo nome de Inocentes.
Muitas cordas de guitarras depois, a banda perderia o caráter hardcore e aos poucos ia assumindo uma postura mais universal, adotando a musicalidade brasileira, influenciada pelo pop mundial. ‘‘Mesmo quando éramos punks tocávamos samba e fazíamos batuque na mesa de bar, assustando os puristas’’, lembra Rodrigo
O BAAF fez até hoje mais de 300 shows, participou de três coletâneas de bandas nacionais, um LP - ‘‘Música Ligeira nos Países Baixos’’ -, uma fita K7 - ‘‘O que Quer o Brasil que me Persegue’’ - e um CD - ‘‘Sem Suingue’’.
Procurando estudar ainda mais o samba, os meninos do BAAF, em 1994, criaram o grupo Maxixe Machine que participa de uma faixa do CD do Beijo (‘‘Levava Jurando’’, de Pedro Caetano) e abre alguns shows com sucesso total. Depois da aprovação geral, está em fase de mixagem do primeiro CD, que trará 23 músicas de sambistas conhecidos e de safra própria da banda em parceria com poetas da cidade.
A produção musical do CD é do saxofonista, produtor e arranjador carioca Antônio Saraiva. O disco deve ser lançado no segundo semestre e, além da distribuição habitual em loja, também deverá ser encontrado em bancas de revistas de todo o país. Será encartado em uma espécie de revista que trará as letras do CD, ensaios, fotos das grvações do filme numa espécie de fotonovela, tudo coordenado pelo design gráfico Roberto Jubainski. (L.C.O.)

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