DJ britânico Darren Emerson comanda a noite dos eletrônicos
São Paulo, 14 (AE) - A noite dos eletrônicos deixou de ser um mero dilentatismo do Free Jazz para ser algo realmente orgânico dentro da mostra. Este ano, a noitada vai ser mais do que apenas uma série de shows "modernos": vai terminar com uma gigantesca rave em uma estrutura especialmente montada para isso e sob o comando do DJ britânico Darren Emerson, cabeça do Underworld.
Emerson vai tomar conta dos pick ups logo após os shows dos duos Orbital (inglês) e Crystal Method (americano), dois pesos pesados das pistas de dança. São esperadas mais de 2 mil pessoas na supertenda montada especialmente para a festa, que começa sábado às 22 horas e não tem hora para acabar. O Orbital é o grupo mais heterodoxo entre os modernos. Em dez anos de carreira, o grupo está na origem do que se convencionou chamar de dance, depois de techno, depois de trance e por aí vai. "Nunca pensei que um DJ um dia fosse fazer sucesso em nível planetário", disse Paul Hartnoll, uma das metades do Orbital - a outra é o seu irmão Phil Hartnoll. "Mas eu devo dizer que é um nível de sucesso diferente, que não acontece como um fenômeno de massa, mas em circuitos determinados".
Um desses circuitos determinados é o dos clubes de Los Angeles, onde explodiu outro duo eletrônico de muito cartaz hoje em dia: o Crystal Method. É formado pelos amigos de Las Vegas, Ken Jordan e Scott Kirkland, que misturam a força do big beat eletrônico com uma atitude rock, que tem conquistado inúmeros fãs dos dois lados desse universo musical. Mas seu combustível principal parece ser o hip-hop. "Adoro Dr. Dre, Public Enemy, DMX e Old Dirt Bastard", confessa Ken Jordan.
O fato de o DJ Darren Emerson estar animando uma rave no Free Jazz é de um luxo absoluto. Ele e seus parceiros no Underworld - Karl Hyde e Rick Smith - são dois dos nomes mais badalados da atualidade no universo eletrônico. Este ano, lançaram um disco memorável, "Beaucoup Fish". A fama chegou para o Underworld quando o grupo emplacou um hit na trilha de "Trainspotting".
O Free Jazz tem custado - embora a Souza Cruz, seu patrocinador, não divulgue números - cerca de US$ 4 milhões. Por conta dos problemas cambiais no início do ano, o festival teve dificuldades para fechar alguns contratos este ano. Mesmo assim, terá 22 atrações em cena (no ano passado, foram 18).





