Diversão sem fim
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 2008
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
''In music he trusts/In music he get lost/music for breakfast/music to make love.'' O trecho, uma ode à música, um convite à festa, é da canção ''King of the Night''. Se ainda não ouviu, pode se preparar, pois é apenas uma das grudentas composições rock pop dançantes do grupo Copacabana Club, que, em menos de um ano de vida, já desponta como grande aposta no circuito noturno curitibano.
''O cotidiano acaba se tornando chato e a gente acaba levando para os shows a diversão, a proposta para a pessoa sair desse cotidiano chato'', conta o guitarrista Luli Frank. Esquecer dos problemas, sacudir o esqueleto, exercitar o bom humor e a riqueza de espírito é o que norteia a banda. ''A gente se juntou para fazer músicas e se divertir. Os ensaios são como uma válvula de escape para todo mundo. Os próprios ensaios são superlegais, sempre danço muito, saio suada'', afirma Camila Cornelsen Dantas, vocalista. Além dos dois, o Copacabana Club é formado por Tile Douglas (baixo), Alessandro Oliveira (guitarra e vocais) e Cláudia Bukowski (bateria).
Essa sintonia começou no James Bar, em Curitiba, onde os integrantes costumam se encontrar. ''Começou com o Luli e o Alessandrinho, que já tocaram juntos no ESS, combinando de montar uma outra banda, com um som mais dançante. O Luli logo lembrou que tinha a baterista perfeita para isso, a Claudinha. Eles continuaram conversando e eu, que estava do lado, disse que nunca tinha tocado em uma banda e queria tocar. Então, eles me chamaram'', diverte-se Camila, ao lembrar do início do grupo, em junho do ano passado.
Depois de dois meses de ensaio o Copacabana sentiu a falta de um baixista e convidou Tile para assumir a função. ''O baixo dele deu uma levada diferente, com um groove legal. Ele tem uma sintonia incrível com a Claudinha e são eles que levam a melodia e o ritmos das músicas'', explica Luli.
Os resultados foram, até agora, três faixas gravadas em estúdio para um EP e outras mais novas executadas ao vivo. Aliás, o próprio grupo começou a tocar com casa cheia antes mesmo de ter um registro sonoro, coisa desses tempos de boca-a-boca na Internet. Em menos de um ano, o Copacabana viu o perfil no site MySpace virar com 100 a 200 visitas diárias e, depois de nove apresentações com casa cheia em diversos bares da Capital, tem a agenda lotada até o final do ano, com viagens para Florianópolis, Londrina, Maringá, Rio de Janeiro - na festa ''Copacabana em Copacabana'' - e São Paulo, onde grava participação no programa ''Poploaded'', com os jornalistas Fábio Massari e Lúcio Ribeiro, em edição que deve ir ao ar no dia 2 de setembro.
A popularidade em pouco tempo se deu, principalmente, devido a dois fatores: a proposta de rock com clima de balada dançante e a preocupação com a melodia das canções. ''Aqui em Curitiba todo mundo costuma ficar parado nos shows e acho que assim não há tanta interatividade. Acho legal sair só para ver os shows mas também acho bom que tenha opções para quem quer dançar'', reflete Luli.
Para compor o rock dançante, a banda usufrui de todo o arsenal musical que cada um tem como influências. ''Toda vez que a gente começa a compor pensando em uma baladinha, acaba virando o ritmo dançante, porque a gente se empolga. A gente gosta de rock, do rock cru mesmo, só guitarra, bateria e baixo. Cada um vem de uma geração e ouvidos diferentes'', nota Camila. ''Nessa mistura, todo mundo é bem democrático, aceita a idéia do outro. O Alessandrinho, por exemplo, é bem MPB, ele gosta de colocar coisas de bossa nova, o Tile às vezes pede uma guitarra mais 'Stones', e por aí vai'', comenta Luli.


