Diversão nas férias sem ir à falência
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2007
Beth Debertolis<br>Editora 
Férias é tempo de desligar, relaxar e aproveitar ao máximo. Mas sem perder a noção do orçamento. Fora de casa, o turista perde os parâmetros de gastos e acaba ultrapassando os limites e gerando stress na volta à rotina. Janeiro é uma das épocas do ano em que as pessoas mais se endividam. Por isso, a recomendação é usar o dinheiro e o crédito de forma racional, evitando abusos e calculando todos os gastos para evitar surpresas futuras, aconselha o professor universitário e consultor em finanças em São Paulo, Marcos Crivelaro.
Dependendo do destino e da duração da viagem, o planejamento deve começar cerca de um ano antes da partida com uma simples pesquisa das opções de condução e estadia. As flutuações do dólar também devem ser acompanhadas de perto, pois alteram diretamente os valores em caso de viagem internacional.
Os gastos com passeios e restaurantes, quando não estão incluídos nos pacotes turísticos, são os causadores de alguns estragos no orçamento. A pessoa sai de férias, vê um restaurante famoso e logo pensa: eu mereço, trabalhei o ano inteiro. Aí gasta o que não podia, analisa Crivelaro.
A solução é prever gastos de deslocamento, hospedagem, alimentação, passeios, reservar um dinheiro para imprevistos, montar um roteiro que proteja o turista das tentações. Crivelaro indica que os pacotes com sistemas all inclusive ajudam a evitar surpresas mas, nestes casos, é bom verificar antes o custo dos passeios.
Uma viagem não deve ter os seus momentos de prazer resumidos aos dias da sua duração, diz o consultor Cláudio Boriola, especialista em economia doméstica e direitos do consumidor. Com o devido planejamento, o passeio não vai comprometer a renda familiar e as suas lembranças vão permanecer na memória sem a culpa de ter gastado o que não podia.
Para isso, caso escolha viajar por um pacote, Boriola recomenda que evite dividir o seu pagamento a perder de vista e ficar pagando poucos dias de diversão pelo resto do ano. Caso isso seja inevitável (sua renda não permita o pagamento à vista ou em poucas parcelas), procure iniciar o pagamento antes para que o último pagamento seja descontado numa data próxima da viagem.
Nos últimos anos, os cruzeiros marítimos estão ganhando espaço no Brasil. Os pacotes incluem todas as refeições com alguns tipos de bebidas, shows e recreação a preços que atraem a classe média. Uma análise detalhada dos tipos de navio, roteiros e datas de embarque pode gerar uma economia de até 25% no valor total. Isso vale também para passagens aéreas, lembra Marcos Crivelaro.
As dicas do infográfico ao lado foram elaboradas por Crivelaro e deixam claro que não é preciso entrar no vermelho para se divertir e ter boas férias.


