Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
Com um investimento de R$ 150 milhões, os grupos Multiplan e Bozano Simonsen inauguraram no início do mês, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, um megaempreendimento que leva o nome da capital mundial do entretenimento: New York City Center.
Desde o início do mês, o Rio de Janeiro conta com o New York City Center um vistoso shopping de entretenimento. Capacidade de lotação é de 12 mil pessoas
A ousadia e a grandiosidade estão ancoradas por grandes operadoras como a loja Game Works – a primeira fora dos Estados Unidos – uma mega store da Saraiva com music hall; um complexo de 18 cinemas da UCI (parceria entre a Universal e a Paramount); uma microcervejaria Slavia; uma boate do empresário Ricardo Amaral e ainda lojas da Harley-Davidson, Babuska Café (sorveteria e cafeteria), Fossil Café (relógios e cafeteria), uma filial da rede americana de steakhouse, Outback; entre outros.
‘‘Diversão Ilimitada’’ – no início o local ficará aberto das 10 às 4 horas da manhã, depois funcionará 24 horas – é o slogan da campanha publicitária, que consumiu em investimento R$ 2 milhões. A Estátua da Liberdade, ícone da cidade de Nova York, é a garota-propaganda e recebeu uma cópia de três metros de altura, na entrada do prédio.
Em seis versões de outdoors duplos, a tocha original da estátua dá lugar a objetos inusitados como um copo de chope, um garfo, um saco de pipocas, um joy stick, um livro e uma chave inglesa.
Localizado em um terreno de 18 mil metros quadrados na Barra, com área construída de 57 mil metros quadrados, ao lado do BarraShopping, com 1.400 vagas de estacionamento, o projeto arquitetônico permite desfrutar do conforto e da segurança praticamente ao ar livre, já que o teto é uma enorme cobertura de lona translúcida. No final do primeiro piso, um palco com um toldo permitirá a realização do shows abertos ao público.
No dia da inauguração – 3 de novembro – os empreendedores estimavam um público de oito mil pessoas numa festa animada por todas as lojas em conjunto e com um buffê impecável. Os convidados puderam conhecer os detalhes de cada empreendimento, percorrer todas as lojas, experimentar as guloseimas, divertir-se com os personagens fantasiados que passeavam pelos corredores, e ainda dançar ao som dos DJ’s e assistir aos shows programados especialmente para a inauguração.
Segundo o superintendente do New York City Center Adalberto Fiore, que esteve em Curitiba visitando o Estação Plaza Show – empreendimento com a mesma concepção do carioca, mas que já não registra mais o mesmo número de público do início – o NYCC passou por uma análise profunda para que não ocorra o mesmo que aconteceu com o Estação.
‘‘O Estação Plaza tem um projeto arquitetônico e cenográfico impecáveis mas é muito aberto para uma cidade com mais dias frios do que quentes; as atrações âncoras estão acumuladas no lado direito do prédio, enquanto no lado esquerdo nada acontece. De qualquer forma, o ponto e a idéia são muito bons e com certeza há possibilidade de reverter essa situação’’, confere Fiore.
No NYCC não é cobrado ingresso, apenas o estacionamento custa R$ 3,00 por três horas. Há ainda uma carência de 10 minutos. No último fim de semana foi registrado um público de 100 mil pessoas. Mas a capacidade de lotação, num mesmo momento, é de 12 mil pessoas. Mesmo com o empreendimento tão no início os investidores já pensam em expandir, desta vez para São Paulo. O grupo possui oito shopping centers em todo o País e está animado com a nova forma de investimento.

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