Diversão em dobro
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sábado, 29 de setembro de 2001
Roberta Brasil<br> TV Press 
Às quintas, ele aparece como o irreverente Tuco, de ''A Grande Família''. Aos sábados, é a vez do afetadíssimo Alfredinho, de ''Zorra Total'', matar de vergonha o pai machista Alfredão, vivido por Jorge Dória. Com essa ''vida dupla'', Lúcio Mauro Filho tem sido responsável por boa parcela das risadas obtidas pelos dois humorísticos da Globo. Mesmo assim, o ator não descarta a hipótese de voltar aos papéis ''sérios''. ''É bom diversificar. Também já dei certo em tipos dramáticos'', acredita. Em ''A Viagem'', ele ''sofreu'' na pele de Caíto, personagem que perdia o pai na novela de Ivani Ribeiro, em 1994. Já numa das intermináveis fases de ''Malhação'', Lúcio interpretou Toni, ''um bandidão nada engraçado'', como ele mesmo define.
Sem negar a veia humorística herdada do pai, o filho do humorista Lúcio Mauro ensaia o espetáculo-solo ''Clube do Luluzinho'', que estréia em novembro em São Paulo e segue em turnê pelo Brasil. Apesar do ritmo frenético, Lúcio Mauro Filho garante que não abriu mão de velhos hábitos, como andar de ônibus e ir ao Maracanã. ''Sou uma pessoa do povo. Não saberia viver numa redoma'', diz o ator, que garante só receber manifestações carinhosas do público.
Nome: Lúcio Mauro Araújo Barbalho.
Data de Nascimento: 18 de junho de 1974, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na tevê: Aos oito anos, no humorístico ''Balança Mas Não Cai'', da Globo, em 1981. ''Apresentei o especial do Dia das Crianças''.
Atuação inesquecível: ''Meu pai, Lúcio Mauro, na minissérie 'Dona Flor e Seus Dois Maridos', na Globo''.
Trabalho que gostaria de ter feito: ''Eu ainda vou fazê-lo''.
A que gosta de assistir na tevê: Programas de esportes e documentários.
A que nunca assistiria na tevê: ''Como profissional de tevê, me sinto na obrigação de assistir a tudo''.
O que falta na tevê: ''Programas mais preocupados com a qualidade artística e menos com o Ibope''.
Uma música: ''Eu sou o caso deles'', dos Novos Baianos.
Um filme: ''Muito além do jardim'', de Hall Ashby.
Livro de cabeceira: ''O Molire Imaginário'', de Rubem Fonseca.
Ator preferido: Peter Sallers.
Atriz predileta: Marieta Severo.
Um programa humorístico: ''Saturday Night Live'', da Sony.
Um hobby: Música. ''Ouço qualquer tipo de música. Até as minhas!''.
Um vexame: ''No festival de cinema de Gramado desse ano: conversei mais de uma hora com uma pessoa achando que era outra. Acho que o cara ficou sem graça de dizer que eu tinha me enganado''.
Se não fosse ator, seria: ''Desempregado!''.
Projeto para o futuro: Ser pai. ''Quero ter um filhote. E tanto faz ser menino ou menina''.


