Diversão é a solução
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Geraldo Bessa <br> <br> TV Press 
O jeito engraçado e de quem sabe o que quer evidenciam a maneira que Pâmela Côto lida com a carreira de atriz. ''Estreei profissionalmente aos 15 anos e tive uma identificação imediata com a comédia. É algo natural. Gosto tanto de rir, quanto de fazer rir'', revela. Essa forte ligação com o humor foi responsável pela conquista do primeiro personagem fixo em uma novela. Depois de participações especiais em folhetins e programas de várias emissoras, Pâmela agora dá vida à divertida Rosa, de ''Ribeirão do Tempo'', da Record. ''Nem cheguei a fazer testes. A direção queria alguém que tivesse uma pitada de humor e o produtor de elenco já conhecia o meu trabalho da 'Escolinha''', explica, referindo-se ao humorístico ''Uma Escolinha Muito Louca'', exibido pela Band entre 2008 e 2010.
Na trama escrita por Marcílio Moraes, a personagem de Pâmela é sobrinha de Ari Jumento, de André de Biase, o controverso prefeito da cidade. No entanto, Rosa manteve-se distante das corrupções familiares e da má influência do tio. ''A personagem foi indo para um caminho mais romântico. Gosto muito do jeito que a aproximação dela e do Sérgio está sendo abordada'', destaca Pâmela, falando sobre o personagem de Henrique Ramiro. Na trama desde setembro do ano passado, a atriz confessa que não sentiu nenhuma dificuldade em entrar no meio da história, e acredita que isso aconteceu pelo fato de a personagem ter crescido gradativamente. ''A preparação foi muito intuitiva. Não me disseram a idade dela, mas acho que ela deve ter uns 20 anos. Como ela está entre os jovens, apostei em uma atuação doce e delicada'', entrega a carioca de 27 anos.
Com o final da novela previsto para abril, Pâmela ainda não tem planos para a tevê, mas espera voltar logo ao ar. Ter um papel fixo em uma produção de longa duração despertou na atriz o desejo de investir mais em teledramaturgia. ''Nunca fui desesperada por testes. Até hoje só fiz um e passei. Acho que esse é o momento de buscar novos personagens e mostrar um pouco mais o meu trabalho'', avalia. Fora a expectativa de novos papéis na televisão, Pâmela também quer continuar investindo nos palcos. Cria do teatro, ela faz parte da recém-fundada companhia teatral ''Alfândega, 88''. ''Já participei de outras companhias e acredito neste tipo de trabalho coletivo. Aprendi muito nos primeiros espetáculos que fiz com o Benvindo Siqueira. Muito do que sei sobre comédia, aprendi com ele'', relembra a atriz, que fez sua estreia no palcos sob o comando do ator e diretor no espetáculo ''Adolescentes, Aborrecentes, Aborrecidos''.
Atualmente, além das gravações no Recnov, os estúdios da Record na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Pâmela também se dedica às apresentações de ''Labirinto'', primeira peça da nova companhia. ''Me sinto realizada em conciliar a tevê e o teatro. Era um sonho antigo'', confessa. O espetáculo é baseado nos textos do escritor gaúcho Qorpo Santo, e dirigido por Moacir Chaves. ''É um texto muito complexo, que passa por assuntos polêmicos, como pedofilia, traição e incesto. É para rir e refletir'', avisa. No palco, Pâmela atua ao lado de 13 atores, entre eles, Katiuscia Canoro, a Lady Kate do global ''Zorra Total'', e Elisa Pinheiro, que recentemente estava no ar em ''Clandestinos - O Sonho Começou''. ''A turma é muito integrada. O ponto de encontro entre os atores é o Moacir. É bom trabalhar com um diretor que busca coisas diferentes'', ressalta.
''Ribeirão do Tempo'' - De segunda a sexta, às 22:15 h, na Record.


