A magia e o encanto do teatro fez parte da rotina de um grupo de 16 alunos do primeiro ao quinto ano da Escola Municipal Anita Garibaldi, de Londrina, que participou gratuitamente, na última sexta-feira à noite, da apresentação da montagem "O Circo dos Objetos", no Sesc Londrina. O evento foi promovido pelo Programa Folha Cidadania em parceria com o Sesc e fez parte da ação "Brincar é Coisa Séria", que é realizada tradicionalmente no mês de outubro e tem como objetivo ampliar o acesso à cultura e diversão aos alunos que integram o programa. Como a apresentação aconteceu à noite, o convite foi ampliado aos pais e um ônibus foi disponibilizado para o transporte dos convidados.
Já no saguão do teatro a animação era geral, ainda mais pelo fato de a maioria das crianças estar tendo a oportunidade de ir ao teatro pela primeira vez. Com roupas de passeio e – algumas crianças até maquiadas -, a alegria era evidente.
Antes de entrar no teatro, cantigas de roda e brincadeiras de origem popular com as mãos ajudaram a "driblar" a espera. "Os alunos ficaram muito felizes com o convite e os pais se empenharam para conseguir vir. É a primeira vez que estamos vindo ao Sesc e essa interação com os pais foi bem interessante", destacou a diretora Artemis Torres Nascimento.
No caso da aluna Yasmin da Silva de Paula, 8 anos, como seus pais não puderam vir, o jeito foi contar com o apoio da avó Maria Helena de Souza. "Fiz questão de acompanhá-la e acho muito importante que haja esse tipo de participação da família. A correria é grande demais e precisamos ter um espaço para o lazer também", comentou.
O casal Amenades dos Santos e Paulo Kimura Ribeiro também estavam curtindo a chance de ir ao teatro pela primeira vez com a filha Estefany Cristine dos Santos, 9 anos. "Larguei tudo para poder vir com ela e estamos curiosos para ver como vai ser", afirmou Amenades.
Os comerciantes Marina Hitomi Ishii e Edson Imanishi também aprovaram a chance de acompanhar as duas filhas nesse tipo de evento. "Costumamos passear em parques e ir às vezes ao cinema, mas nunca tínhamos ido juntos ao teatro. Achamos ótima essa ideia e é uma forma de também estreitar a relação dos pais com a escola", ressaltaram.

Teatro de animação
No escurinho do teatro, crianças e adultos se encantaram com a performance da Companhia Mariza Basso Formas Animadas, de Bauru (SP), que há dez anos apresenta o espetáculo "O Circo dos Objetos". A partir de objetos simples do cotidiano – como desentupidores, espanador de pó, pentes de plástico, tábua de carne e tubo de aspirador -, um mundo encantado foi apresentado em uma montagem com atores/manipuladores. O enredo se desenrola em uma apresentação de circo com direito a dançarinas, domador de leão, encantador de cobras, mágico e um divertido palhaço, que rendeu muitas gargalhadas das crianças com suas peripécias, inclusive com água e o "banho" de confete.
Na abertura, um simples pedaço de pano branco dobrado deu vida a um simpático menino brincando com uma bola de meia e se entretendo com o seu cachorro felpudo feito de vassoura. De repente, uma simples sombrinha colorida – que lembra aquelas usadas nas apresentações do frevo recifense – é o mote para avisar que o circo chegou e é hora de se entregar à diversão.
No final comovente, com a "lona de circo" se fechando, o nariz do palhaço fica como lembrança daquele tempo divertido e resta a mensagem de que brincar é uma forma especial e possível de sair da rotina, deixando a vida mais leve e prazerosa.

Retorno à infância
Após a apresentação, os alunos e os pais participaram de um lanche oferecido no refeitório do Sesc e a conversa rolou solta sobre as impressões do teatro. "Foi fantástico ver como tudo se transforma em brinquedo, faz a gente voltar à infância e valeu muito a pena esse passeio. Dá vontade de trazer a escola inteira", declarou a diretora Artemis Torres Nascimento.
Mãe de duas alunas, a comerciária Adriana Nunes de Andrade Castelani estava emocionada com o que viu: "Foi muito bom e acho muito importante promover esse tipo de evento para as crianças. Não levo as minhas filhas ao teatro com frequência por causa do custo da maioria das peças que são apresentadas em teatros mais conhecidos da cidade, e acho mais difícil ficar sabendo de peças como essa, que são de muita qualidade e mais acessíveis", observou.

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