Discos são vendidos em loja virtual
Com catálogos irrisórios, considerando-se o tamanho dos acervos das principais gravadoras do País, não apenas o público é prejudicado, pois tem de garimpar sites e blogs em busca de discos importantes, mas também os artistas. Como seus álbuns não são vendidos oficialmente pelas gravadoras, eles não recebem pelas audições de seus próprios trabalhos.
É o que tem acontecido com João Gilberto. Advogados do cantor, compositor e violonista estudam tomar medidas judiciais para evitar que os discos envolvidos no imbróglio com a EMI - os LPs Chega de Saudade, O Amor, O Sorriso e a Flor, João Gilberto e o compacto vinil João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval - continuem sendo vendidos no iTunes à revelia do artista.
Os álbuns são vendidos na loja virtual da Apple por selos estrangeiros sem autorização de João Gilberto, que não recebe pelas vendas. A EMI, atual titular dos direitos dos fonogramas, diz já ter notificado a Apple em diversas ocasiões para a retirada dos discos da loja. "A gente cansa de comunicar o iTunes sobre essas piratarias, é a comercialização ilegal de fonogramas. Eles retiram o disco, mas depois aparecem outros", diz Raphael Miranda, advogado da EMI. "É que nem doping e antidoping, você está sempre correndo atrás", completa. A Apple não respondeu aos pedidos para comentar o caso.





