Reprodução

Alisha’s Attic
Formado em 1996, o grupo Alisha’s Attic é encabeçado pelas irmãs Shellie e Karen Poole, que se trancam no sótão da casa paterna para compor. ‘‘Illumina’’ é o segundo álbum, que chega ao Brasil pela Polygram/Universal com todos os elementos que caracterizam a banda: arranjos acústicos econômicos para embasar a melodia e os vocais delicados das irmãs Poole. A simplicidade dá o tom em um disco em que as canções falam mais alto que o instrumental, mesmo com a utilização de recursos eletrônicos. É um pop britânico meio deprê, mas despretensioso e de qualidade. ‘‘The Incidentals’’, primeira faixa do CD, já alerta para o repertório melódico e despojado, que segue com ‘‘Going Down’’ utilizando pouca percussão, enquanto o baixo marca com firmeza, abrindo espaço para escassos arranjos de guitarra. ‘‘Me & the Dolphins’’ é uma balada eletrônica carregada de efeitos, enquanto ‘‘Are You Jealous?’’ cresce com uma levada de rock. Vale destacar também os arranjos acústicos de ‘‘Lay Low’’.

ReproduçãoEmilia
A sueca Emilia é uma cantora que está estourando pelos países nórdicos com todas as características do pop teenager americano. Com levadas dance dos anos 80 e melodias previsíveis, Emilia aposta em ‘‘Big Big World’’ para alcançar sucesso mundial. Com sangue etíope por parte de pai, Emilia começou a estudar música aos dez anos, e formou uma banda que lhe renderia um contrato com a Rodeo Records, uma subdivisão da Universal - que lançou o álbum por aqui. Com a banda extinta, a garota fechou um contrato solo. As composições são de Emilia com o produtor Yogi - na verdade Lars Anderson, filho de Stikkan Anderson, do Abba. As faixas de trabalho são ‘‘Big Big World’’, uma balada sentimental, e ‘‘Maybe Baby’’, um rock açucarado. Ambas ganharam duas versões no disco: ‘‘Big Big World’’ vira um dance eletrônico e ‘‘Maybe Baby’’ melhora sensivelmente com um arranjo de jazz.


ReproduçãoBlue October
A Abril Music está lançando o primeiro CD do Blue October, duo inglês de tecnopop guiado pelo romantismo com influência dos primórdios da música eletrônica nos idos da década de 80. Formado por Barneu Miller nos vocais e Glen Wilbey nos teclados, ‘‘Incoming’’ mescla recursos eletrônicos com os vocais dosados e melódicos de Miller em baladas como ‘‘Where I Stand’’ - com arranjos que lembram o veterano Vangelis. Com um pop eletrônico bem comportado, o Blue October utiliza também guitarra acústica em algumas faixas e até simula piano em determinadas composições, como ‘‘Over’’, onde o aparato eletrônico ganha tratamento mais discreto. Já ‘‘Incoming’’, a faixa-título, é dance de pista com referencial pré-techno. ‘‘True to me’’ volta a trazer influências dos anos 80 com teclados simulando piano, e em ‘‘Slowburn’’ os teclados se limitam ao segundo plano, dominados pela guitarra. Seguindo a tendência mercadológica eletrônica, o Blue October tem tudo para agradar aos ouvintes de FMs.


ReproduçãoSilence 4
‘‘Silence Becomes It’’ é o disco de estréia do quarteto português Silence 4, caracterizado por um rock acústico que está escalando as paradas de sucesso do país europeu e já conquistou alguns discos de platina. O Silence 4 é embasado num lirismo depressivo que caracterizou parte do pop dos anos 80, proporcionando melodias mais apuradas com arranjos contidos, às vezes apoiados por naipes de metais e cordas. As composições ganham força também com a interpretação intimista de David Fonseca, ressaltado pelo backing de Sofia Lisboa. Entre os destaques, estão ‘‘A Little Respect’’, do Erasure, ‘‘Goodbye Tomorrow’’, ‘‘My Friends’’ e ‘‘Borrow’’. Há também duas faixas em português, ‘‘Sextos Sentidos’’ e ‘‘Eu Não Sei Dizer’’, inferiores às composições em inglês. O disco, lançado no Brasil pela Polygram/Universal, conta com a participação do popstar português Serginho Godinho, e tem distribuição nacional.


Reprodução98º
Este é o segundo álbum do quinteto formado em Ohio, dedicado à soul music. Lançado pela Motown, o famoso selo responsável pelo desenvolvimento de boa parte da black music, ‘‘And Rising’’ é um disco que poderia muito bem embalar o repertório nas madrugadas de algumas FMs. Não faltam gemidos e suspiros, e, embora inéditas, parte das músicas provoca sensação de flashback, talvez pela repetição que atingiu a Motown nos últimos anos. Mas escapam algumas referências ao Doo Woop, estilo vocal dos anos 50/60, marcante em ‘‘Give it Up’’, gravada a capela. ‘‘Do You Wanna Dance’’ traz arranjos disco e não decepciona. A participação de Stevie Wonder na harmônica e vocais de ‘‘True to Your Heart’’, mais um ótimo groove comandado pelo arranjo da faixa, fazem o álbum crescer no final. Mas as baladas açucaradas deixam o trabalho um pouco arrastado. O lançamento saiu no Brasil pela Polygram/Universal.


ReproduçãoThe Nine
Após a onda techno fazer a música do mundo todo apostar novamente em recursos eletrônicos em pleno reinado acústico, a tendência enfrenta agora a diluição para chegar a ouvidos mais comportados. Distanciando-se da vertente vanguardista, The Nine traz uma mistura de industrial, dance e techno apelidada de synth pop, ou seja, techno para tocar no rádio. Com influências perceptíveis de Depeche Mode, principalmente no vocal típico dos anos 80, The Nine estréia em CD com ‘‘Native Anger’’. No repertório, o techno com influências do rock - reflexos do Prodigy - ganha um tratamento light para acomodar as vozes politicamente corretas de Geoff Pickney e Ian Davies. O interessante é que ‘‘Like an Alien’’, um legítimo bate-estaca, ganhou versão bônus em português: ‘‘Como um Alien’’. Isso mostra que o grupo está de olho no crescente mercado nacional. O disco saiu pela Abril Music.

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