Discos (Ranulfo Pedreiro)
Discos
Ranulfo Pedreiro
ReproduçãoSérgio Rossoni Grupo
Este é o primeiro disco do grupo montado a dedo por Sérgio Rossoni, guitarrista e baixista, para gravar suas composições. Rossoni acertou em cheio, com uma música instrumental detalhada e bons arranjos, abrindo um leque em que cabem sonoridades e temas regionais como A Procissão, Milagreiros, Curupira, Santo de Barro e Rosário, e um suingue espontâneo com acento jazz proeminente. As canções também frequentam o álbum e merecem atenção, como Brilho da Lua, na bela voz de Selma Boragian. O disco foi lançado em março de 1998 pela Zabumba Records, selo que está ressaltando alguns talentos da produção instrumental brasileira. Vale acrescentar que Sérgio Rossoni está preparando um outro álbum, com nova formação, que deve ser gravado no final de maio para lançamento ainda este ano. O compositor se dedica à música instrumental desde 1991, quando montou a Banda Ciranda, que existiu até 1995.
ReproduçãoTerramóbile
Trabalhando com uma concepção universalista de sons, que abrange referências musicais desde a Idade Média até música de Câmara, passando pelo cancioneiro nacional e reflexos orientais, Terramóbile é a concretização dos trabalhos de Marcelo Petraglia. Pesquisador musical, Petraglia elabora instrumentos diversos como o metalofone, kântele, flexabau e psaltério de arco, e compõe para suas invenções. O experimentalismo da proposta ganha suporte com clarinete, violoncelo, voz e violino. As melodias às vezes provocam estranhamento, mas merecem atenção, principalmente as instrumentais. Como o próprio Petraglia afirma no encarte, o som pode ser confundido com rótulos fáceis como new age e world music, mas escapa a essas propostas na medida que se aprofunda, seguindo caminho inverso à superficialidade de ambos estilos. Não é um CD de fácil digestão, indicado para público específico. O disco foi lançado pela Zabumba Records.
ReproduçãoIsrael Filho
Este é o quinto disco de Israel Filho, cantor e compositor que se enveredou pelos rumos do forró e baião pelas mãos de Luiz Gonzaga. Posteriormente, tocou ao lado de Dominguinhos e Elba Ramalho. Israel Filho tem uma ligação com o Paraná, onde se apresenta em shows e festivais desde o início da década de 80 - já tocou em Guaíra, Londrina, Apucarana, Cascavel e Foz do Iguaçu - além de frequentar o repertório de algumas rádios do Estado. Com uma linha popular, Israel Filho selecionou 15 faixas, três de sua autoria, para o novo trabalho, que traz arranjos de guitarra que lembram o country em algumas músicas. Há também uma homenagem a Luiz Gonzaga em Saudades do Forró de Gonzagão. Pose de Valente tem produção de Kakay Bezerra e saiu pela Jaboticana discos, selo de Recife, e pode ser encomendado pelo telefone (081) 461-1459 ou 961-7890. Israel Filho tem um show marcado em Londrina, em julho, em comemoração ao Dia do Motorista.
ReproduçãoDimos Goudaroulis
O compositor e instrumentista Dimos Goudaroulis estréia em CD com Introvisation, disco de violoncelo solo. O trabalho de Dimos é introspectivo, aproveita os recursos da improvisação e introduz uma série de referências e recursos pouco utilizados no violoncelo - daí o trocadilho do título do álbum. Goudaroulis passeia do arco ao pizzicato e utiliza ainda notas altíssimas e graves imponentes, além de marteladas e outros procedimentos. A composição também varia de acordo com as influências e os temas revelados pelo violoncelista. Pelas suas melodias passeiam características de música de câmara, de jazz, gêneros brasileiros e muito improviso, inclusive na execução de Lament, de J.J. Johnson, que o intérprete considera uma versão simples. O álbum foi gravado no Estúdio Zabumba, da Zabumba Records, e, como os outros discos do selo, pode ser encomendado pelo telefone (011) 577-6071.
ReproduçãoNilson Chaves
Quase desconhecido no Sul, Nilson Chaves é um compositor que ressalta sonoridades da Floresta Amazônica, sua principal fonte de inspiração. Com um sotaque bem regional, Chaves destaca costumes e expressões ligadas aos povos que vivem na mata. O disco traz a participação do parceiro Vital Lima na voz em várias faixas, além de Antonio Adolfo nos arranjos e teclados de Constelação Sentimental; Leila Pinheiro e Maurício Einhorn em Tempodestino; Jaques Morelenbaum, em Coração Sonhador; Flávio Venturini em Do Nada Pra Lugar Nenhum e Cigana Lua; e Celso Viáfora em Não Vou Sair. Na maioria das composições, a tonalidade elevada da voz de Chaves se contrapõe à percussão e ao violão bem arranjado do compositor. Nilson Chaves - Em Dez Anos foi digitalizado pelo selo Outros Brasis, telefone (021) 262-6218. O site fica no endereço www.brmusic.com.br/outrosbrasis.
ReproduçãoRumbora
A Trama está lançando o primeiro disco do Rumbora, banda que mistura hardcore com temas populares. O grupo surgiu da reunião de Baca - ex-Little Quail & The Mad Birds - na bateria, e Alf - ex-Câmbio Negro - na guitarra, com o baixista Beto-Beto e o guitarrista Biu. O resultado é um grupo com um peso que não chega à pauleira, mas passa perto. Entre as bases herdadas do punk rock, com sotaque de hard rock (em Chapírous), surgem riffs de funk e rap (em Catranco) e até ska (em Skaô). O Rumbora surge com um apelo crossover, acoplando vinhetas com vocais nordestinos, mas a mistura se limita às letras e algumas melodias vocais. O instrumental é preciso, sem grandes exibições, às vezes simples mas com capacidade inventiva de transitar além do puro hardcore, e por isso funciona bem. Situado no limite entre hardcore e pop, o disco de estréia do Rumbora ganhou mixagem de Bill Kennedy, o mesmo de Nine Inch Nails. A homepage da Trama fica no site www.tramamusic.com.





