Discos, livros e shows celebram o mito
Não se pode dizer que Elis Regina (1945-1982) seja vítima da propalada falta de memória cultural brasileira. A série de shows ''Viva Elis'', realizada ininterruptamente desde 1992 em Londrina, é um exemplo contundente da vontade dos admiradores para manter vivo seu legado.
Agora, na passagem dos 30 anos da morte da cantora, mais notícias boas: as gravadoras Universal Music e Warner Music anunciam relançamentos de seus discos para a próxima semana, incluindo duas caixas com 12 CDs cada. Os CDs reproduzirão as capas originais e contarão com encartes e livretos.
Entre os destaque do material estão uma gravação inédita de ''Comigo é Assim'', de Joel Menezes e Luiz Bittencourt, e a versão de ensaio para ''Águas de Março'', com Tom Jobim. O pacote vem chancelado pela Universal Music. A Warner, por sua vez, traz de volta às lojas o álbum ''Um Dia'', que reúne as duas apresentações que Elis fez no festival de Montreux, em 1979 - uma delas ao lado de Hermeto Pascoal.
Além do revival fonográfico, o mercado literário também se movimenta com o lançamento da quarta edição da biografia ''Furacão Elis'', de Regina Echeverria, além de um anunciado livro sobre a cantora de autoria do jornalista Julio Maria. A nova tiragem de ''Furacão Elis'' vem acrescida de uma entrevista inédita com o compositor Paulo César Pinheiro.
Na televisão, Elis será lembrada pelo canal pago Viva, que vai exibir neste sábado, às 23h, o especial ''Som Brasil: Tributo a Elis Regina'', com Ivete Sangalo, Ângela Maria e outras cantoras interpretando canções gravadas pelo mito. Também integrada à celebração, uma turnê de Maria Rita, filha de Elis, privilegiará o público de algumas capitais brasileiras com shows montados exclusivamente com músicas que fizeram sucesso na voz da mãe. (N.S.)





